Contra o imperialismo
O futebol arte brasileiro contra o futebol europeu, eis a luta contra o domínio dos capitalistas no esporte mais popular do mundo
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A Seleção deve ser controlada pelo povo | Arquivo

Existem dois comportamentos dominantes na esquerda sobre o futebol. O primeiro é o de considerar o futebol como o “ópio do povo”, coisa de alienado. Um desprezo pela cultura do povo. Uma segunda posição é de companheiros que, embora apreciem o futebol, são influenciados pelos primeiros e acabam apresentando posições confusas sobre o futebol.

Uma das principais defesas é a luta contra o chamado “futebol moderno” que é identificado com o futebol dominado pelos capitalistas.

O que não se compreende é o conteúdo real dessa luta. O futebol moderno é identificado apenas em suas características mais superficiais. Os ingressos caros nas arenas, os milhões envolvidos nos campeonatos e patrocínios etc. 

O fundo da questão, porém, é normalmente ignorado. A questão do chamado futebol moderno está relacionado com a luta contra o imperialismo. A luta real que existe se dá entre os povos dos países atrasados, que no caso da América do Sul dominam o esporte, e os países europeus. Essa é a luta de fundo contra o futebol moderno.

Nesse sentido, se enganam os companheiros que identificam o futebol brasileiro e a Seleção com o futebol moderno e se colocam frontalmente contra ela. Com isso acabam, sem perceber, se colocando ao lado dos defensores do futebol moderno.

O futebol brasileiro, por toda a história que não nos cabe contar no detalhe, é o principal bastião da luta contra o futebol moderno europeu. Por isso, a defesa incondicional do futebol brasileiro deve ser um princípio de todos aqueles que dizem lutar contra o futebol moderno.

Alguns objetam que a Seleção Brasileira não representaria o futebol arte brasileiro. Isso é falso. Uma boa analogia para explicar isso é a dos sindicatos. Por exemplo, um sindicato dominado por uma burocracia direitista, pelega e patronal não deixa de ser a representação dos trabalhadores apenas por sua direção. Ou seja, não é porque a CBF está dominada por verdadeiros canalhas que deveríamos abdicar de defender a Seleção como expressão maior de nossa cultura popular.

Cabe ainda outro exemplo. Um torcedor não deixa de torcer pelo seu clube porque a diretoria é dominada por cartolas safados. Se fosse assim, simplesmente não deveríamos torcer para nenhum time.

É preciso, tanto no caso dos clubes como no caso da CBF e da Seleção, defender uma política que defenda os interesses reais do povo. Isso passa por defender que clubes e CBF sejam de fato a expressão dos torcedores. Para isso, defendemos o controle popular do futebol, através das organizações independentes do povo, ou seja, os torcedores organizados.

Quem diz lutar contra o futebol moderno mas não defende o futebol brasileiro e seus jogadores não está fazendo nada mais do que contribuir para o próprio futebol moderno, ou seja, o domínio do imperialismo europeu no esporte.

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