Não à traição!
“Nenhuma divisão entre os trabalhadores. Paz entre nós, guerra aos patrões abutres e aos que traírem os trabalhadores!”
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Boletim Luta Metalúrgica
Boletim Luta Metalúrgica explica pontos principais do acordo, que não garante os empregos dos 747 | Arte: DCO, Foto: Reprodução SIMEC (Sindicatos dos Metalúrgicos)

A Corrente Sindical Luta Metalúrgica, do Partido da Causa Operária (PCO), lança boletim chamando os trabalhadores da Renault a rejeitaram o acordo, que é uma armadilha dos patrões para impor a destruição de direitos da categoria.

Confira o texto do boletim:

“Não a traição! Nenhuma divisão entre os operários!

Rejeitar o acordo abutre da Renault e seguir na luta

É preciso rejeitar Acordo assinado, sem autorização dos trabalhadores, prevê demissões “voluntárias”, rebaixamento de salários e terceirizações e manter a união dos trabalhadores e a greve pela garantia de todos os empregos e nenhuma redução nos salários

Na tarde de ontem (10), em assembleia geral dos metalúrgicos da Renault, a direção do sindicato, da Força Sindical, apresentou o acordo que assinou com os patrões na última sexta (8) – sem autorização dos trabalhadores – e anunciou que vai submeter o mesmo a uma votação eletrônica, para ser apresentada em nova assembleia desta terça, às 14h na rotatória da Renault.

Na semana passada, após decisão liminar de 1ª instância do Judiciário determinando a reintegração dos 747 metalúrgicos demitidos, a direção do sindicato comemorou e em tom de festa, foi para a assembleia dando a readmissão dos trabalhadores como certa, sendo que a empresa ainda poderia recorrer em instâncias superiores, como de fato anunciou que faria. Acertadamente, os operários decidiram continuar em greve e intensificar a luta, até que houvesse garantias reais de que ninguém seria demitido, derrotando a posição de sindicalistas que defendiam a volta ao trabalho.

Diante da decisão dos trabalhadores, a direção sindical, da Força Sindical, se reuniu com os patrões na “calada da noite” da sexta (8) e assinou um acordo permitindo, entre outros, as demissões “voluntárias” e o rebaixamento salarial! Uma traição à greve e a todos os trabalhadores da Renault!

No site do sindicato, o acordo com os patrões é apresentado como uma vitória. No entanto, fala em PDV (programa de demissão voluntária) e em uma série de concessões, que caso aplicadas serão uma grande derrota dos metalúrgicos.

Nele está estabelecido que:

“Após aprovado em assembleia todos os 747 serão considerados readmitidos sem prejuízo salarial.”

Porém, os pontos seguintes do acordo permitem:

REDUÇÃO DE SALÁRIO: “MP 14020 (Antiga MP 936 de Bolsonaro, que foi convertida em lei com o apoio da Força Sindical.) no máximo seis meses ou 18 dias de trabalho, garantindo 85% do salário bruto do empregado”

SUSPENSÃO DE CONTRATOS DE TRABALHO: “LAY-OFF para toda a fábrica ou setor por até 8 meses com garantia de 85% do salário líquido do empregado”

DEMISSÕES: Através de planos de demissão “voluntária” (PDVs), que inclusive poderão ser aplicados ao readmitidos!

TERCEIRIZAÇÃO: “Poderá discutir com o Sindicato até 175 postos ou cargos por turno a partir de 01/09/22”

REDUÇÃO SALARIAL: “Sofrerá ajuste de 20% para os novos contratados”

Isto significa que a empresa poderia demitir por meio de PDV (o que vai gerar uma enorme pressão para que os trabalhadores “peçam” demissão, reduzir os salários dos atuais empregados em até 15%, promover mais de 500 terceirizações; reduzir o salário dos novos contratados em até 20%.

A empresa está pensando apenas em lucrar com a situação de crise. Tirar proveito do sofrimento dos trabalhadores ameaçados de demissão, com as famílias atingidas pela pandemia, pelo desemprego de parentes, pela crise no País. Uns verdadeiros abutres!

Neste momento a votação está aberta e “termina as 14h de terça ou até que atinja 80% dos votantes possíveis” e “a apuração e divulgação será feita pelo facebook e youtube do sindicato a partir das 14h de terça (11)”.

A votação eletrônica é uma fraude, uma vez que não tem nenhum controle dos trabalhadores. Além disso, os operários ao invés de serem chamados a decidir coletivamente, como uma classe, como acontece nas assembléias, são chamados a votar individualmente, sem os devidos esclarecimentos.

Ainda segundo o sindicato, o acordo “caso aprovado pelos trabalhadores através do VOTASMC, a volta se dará a partir de quarta-feira (12) no primeiro turno, com exceção dos 747 que ficarão aguardando, mas recebendo salário até fechamento do PDV.”

Ou seja, querem quebrar a unidade entre todos os trabalhadores, que foi conseguida com a greve e separar os 747 dos demais, facilitando as coisas para os patrões pressionarem cada um isoladamente.

No fim do texto, fica claro que como se não bastassem todos os pontos anteriores de ataque aos trabalhadores, sequer os 747 manterão seus empregos, uma vez que estarão sujeitos ao PDV.

É preciso esclarecer os operários. Passe esse texto adiante, envie por mensagem para seus companheiros de setor.

Vamos exigir a votação do acordo (e de qualquer outra proposta) em assembléia como foi feito até agora, fazendo da greve da Renault um exemplo para a luta da classe operária de todo o País.

Repudiar o acordo da Renault abutre e continuar a greve!

Nenhuma demissão; reduzir a jornada de trabalho, de acordo com a necessidade de produção, sem reduzir os salários. Trabalhar menos para que todos trabalhem!

Nenhuma divisão entre os trabalhadores. Paz entre nós, guerra aos patrões abutres e aos que traírem os trabalhadores!”

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