Caso Robinho
Nessa semana, Robinho foi condenado em 2ª instância pelo crime de estupro coletivo. É preciso denunciar que o aumento da repressão não soluciona o problema da luta das mulheres
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Registro interno de um sistema prisional | Foto: Reprodução

Na semana que passou, o jogador de futebol Robinho foi condenado em 2ª instância, pela justiça italiana, pelo crime de estupro coletivo. O jogador ainda pode recorrer em liberdade, pois existe mais uma instância, para que seja, definitivamente, condenado pelo crime.

A esquerda muito pequeno-burguesa exige as penas mais graves para Robinho, que a lei seja dura, uns chamam à prisão perpétua, outros chegam a dizer que é um crime mais grave que homicídio. No geral, todos pedem o reforço do estado penal italiano e, de tabela, o brasileiro.

A questão democrática foi abandonada. O devido processo legal, a ampla defesa, os princípios democráticos do cidadão acusado pelo Estado foram esquecidos, em nome do combate ao machismo.

Não é demais lembrar que, em nome do combate à corrupção, Lula ficou preso mais de 500 dias, e deram o golpe de Estado no país. Sem mencionar os processos contra Dilma Rousseff, que também atropelaram todos os direitos constitucionais democráticos.

Obviamente, não está em debate o mérito da causa de Robinho, o que de fato aconteceu, mas a conduta da esquerda carcereira, a “esquerda 190”, que não consegue e nem quer levar adiante a luta dos setores oprimidos, no caso, as mulheres, e passa uma procuração para o Estado fazer isso, quando esse Estado nunca o fez, e, agora, nas mãos dos golpistas, é que não vai fazer mesmo.

A esquerda carcereira apresenta uma política preguiçosa e demagoga. Preguiçosa, pois mais fácil que fazer uma ampla campanha de mobilização das mulheres, por seus direitos, com reuniões, mobilizações, imprensa, é entregar a luta para o estado golpista.

E a demagogia é a regra, pois tudo não passa de mera propaganda, toda histeria em torno do caso Robinho serve apenas para fazer comercial, uma propaganda que mostra uma suposta preocupação em torno do machismo, mas que não resolve nada, nem para a vítima e menos ainda para as mulheres de conjunto.

A questão do estupro é resultado do peso social da mulher na sociedade, do poder político das mulheres na sociedade capitalista. Enquanto essa relação não se altera, o machismo também não deve se alterar. A mesma ideia serve para o caso do combate ao racismo.

É preciso que exista uma forte mobilização das mulheres em torno dos seus direitos, de rua, com organização independente. A prisão de estupradores não resolve a questão do machismo, muito menos a questão do estupro. Aumentar as penas, criar mais crimes, só resulta no reforço da repressão, que nunca esteve sob o controle da população oprimida. 

De imediato, é preciso que as mulheres exerçam seu direito de autodefesa, de resistir à opressão. A constituição de grupos de defesa das mulheres é fundamental, além do direito ao armamento, que é outro direito democrático a ser conquistado pelo povo oprimido.

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