Eugênio Aragão
“Hoje está muito claro da armação que se fez em cima de Lula para que ele não voltasse a ser presidente da República”
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Brasilia DF 05 09 2018 O ex-ministro Eugênio Aragão, advogado responsável pela assessoria jurídica eleitoral do PT, concede entrevista coletiva para esclarecer questões que envolvem a campanha do Partido dos Trabalhadores no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Marcelo Camargo/Ag. Brasil
Eugênio Aragão, ex-ministro da justiça de Dilma. Foto: Marcelo Camargo/Ag Brasil |

Da redação – Em análise à TV 247, o ex-ministro da justiça de Dilma Rousseff (PT), afirmou que “Lula tem que ser solto já”, indicando que o ex-presidente “é inocente para todos os efeitos”. Na entrevista, fez uma análise sobre os últimos trâmites jurídicos envolvendo o dirigente petista.

Segundo o jornal Brasil 247, “o Supremo Tribunal Federal retomou nesta quinta-feira (26) o julgamento de um habeas corpus que defende que réus delatados devem apresentar suas alegações finais após os réus delatores em ação penal. A sessão foi suspensa com um placar de 7 votos a 3 a favor do recurso que argumentava que réus delatados devem falar por último no processo, formando maioria pela possibilidade de anulação de sentenças da Lava Jato”.

Sobre isso, Aragão diz que o processo influencia no caso Lula. “No caso do triplex, isso não chegou a ser alegado, então, se houver obrigatoriedade nas alegações finais, na defesa final, ou no recurso, aí poderia haver um problema de limitação”.

Além disso, denunciou que no caso do sítio de Atibaia, em que Lula está sendo julgado pela substituta de Moro, Gabriela Hardt, a juíza realizou um “copia e cola” da sentença de Moro, revelando a superficialidade do processo.

E ainda afirma a inconstitucionalidade da prisão de Lula no caso do tríplex: “Existe uma coisa chamada Presunção de Inocência, escrito no artigo quinto da Constituição, que diz que vale o Trânsito em Julgado. Ora, nem o processo do triplex transitou em julgado”. E compara a prisão de Lula com o golpe contra Dilma.

“Hoje está muito claro da armação que se fez em cima de Lula para que ele não voltasse a ser presidente da República, mesma armação que derrubou Dilma”.

 

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