Lula ou nada: eleição sem Lula é fraude

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A crise política do regime burguês antioperário que se desenvolve e sangra o País há mais de dois anos, alcança neste momento, uma etapa crucial e decisiva.

Em um cenário de crise e extraordinário impasse, as eleições de 2018 compõem um dos aspectos mais importantes na evolução do calendário institucional pós-golpe estabelecido pela direita nacional, o grande capital e o imperialismo. As coisas, no entanto, não evoluíram da forma como os golpistas haviam  projetado. Ao contrário; a conjuntura política nacional aponta para uma das maiores e agudas crises da história do País.

E está absolutamente claro que a crise que corrói de ponta a ponta  o regime burguês golpista tem nome e sobrenome: Luis Inácio Lula da Silva, a maior liderança operária e popular dos últimos 50 anos, que despontou há exatos 40 anos atrás por conta das grandes mobilizações realizadas pelos operários do ABC paulista, colocaram em xeque a ditadura militar, provocando o fim o regime dos generais golpistas de 1964.

O impasse vivenciado pelo conjunto do regime golpista, seus partidos e suas instituições refletem exatamente a incapacidade da burguesia e do imperialismo em encontrar apoio pela via politico-eleitoral à continuidade da política de ataques aos direitos e conquistas das massas, ofensiva essa que se soma à enorme devastação da economia nacional promovida pelos representantes nacionais do imperialismo, financiadores e articuladores do golpe de estado no país.

Neste quadro de profunda crise e impasse, Lula e as forças que lutam contra o golpe representam, a única possibilidade e alternativa possível para enfrentar e derrotar os golpistas. Esse desejo e essa vontade vem sendo expressa não só nas manifestações nacionais e internacionais de repúdio à prisão ilegal e arbitrária do ex-presidente. A isto se soma todas as pesquisas eleitorais em relação às eleições que se avizinham, onde Lula encontra-se em primeiro lugar em todos os cenários e hipóteses, mesmo com todas as manipulações e tentativas de ocultar e banir o nome do ex-presidente das pesquisas de intenções de voto.

Neste sentido, o  regime burguês e seus representantes, em todos os segmentos, vêm fazendo um esforço gigantesco para demonstrar que Lula é inelegível, mesmo antes do seu direito elementar ao registro de sua candidatura, num julgamento antecipado, conduta adotada desde os primórdios da campanha de ataques e calúnias contra Lula, liderada principalmente pela imprensa golpista, tendo como ponta de lança a golpista Rede Globo.

Nesta verdadeira guerra que se trava por um lado entre as forças populares, estudantis, operárias, do conjunto dos explorados e por outro o  consórcio golpista liderado pelo imperialismo e a direita nacional desmoralizada e sem votos, não pode haver meio termo ou meias palavras. Não pode haver espaço para vacilações e/ou manobras de ocasião, pois o momento exige clareza, determinação e firmeza. Dessa forma, para reafirmar a luta em defesa do ex-presidente e do seu direito à candidatura presidencial, devem ser rechaçadas todas as alternativas que se dirigem no sentido de buscar soluções do tipo “Plano B” ou qualquer outra possibilidade que não seja a candidatura do ex-presidente LULA.

Dessa situação decorre a importância de levar até o fim a luta não só em defesa do ex-presidente, exigindo sua imediata liberdade, como somar todos os esforços para fazer do dia 15 de agosto um dia de grandes manifestações, lutas e mobilizações por todo  País, que seja o ponto de partida para um grande enfrentamento popular contra as instituições antidemocráticas do regime golpista.

Todas as energias devem estar voltadas para Brasília no dia 15, fazendo desta data o grande momento onde será reafirmada a palavra de ordem de “Eleição sem Lula é Fraude. Ou Lula ou nada”. Este deve ser, portanto, o compromisso de todos aqueles que desejam varrer com o regime burguês golpista de fome e miséria. É preciso ficar claro que as eleições por si só – sob o golpe de estado – já representam uma enorme fraude e um gigantesco confisco da vontade popular, pois estarão sob o controle da burguesia e do conjunto das instituições golpistas do regime. Se a isso for acrescentada, de forma ilegal, a cassação do candidato do movimento operário e popular que é o líder disparado em todas as pesquisas de opinião, nada mais restará senão o direito à rebelião popular contra os golpistas, o imperialismo e as forças reacionárias do País.