Fora Bolsonaro!
“Não estamos aí só para disputar a eleição, temos que fazer oposição”
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Lula em coletiva após deixar a prisão | Foto: Carl de Souza

Na última sexta-feira (06) em reunião do Grupo de Trabalho do Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-presidente Lula pediu aos dirigentes do partido que orientem os candidatos a usarem o espaço nas eleições para denunciar a direita e o governo Bolsonaro, uma vez que, segundo Lula, “não estamos aí só para disputar a eleição, temos que fazer oposição”.

Embora tenha vindo a tona apenas agora, faltando pouco mais de uma semana para o primeiro turno das eleições, esta orientação foi dada por Lula desde o início da campanha, o que também influenciou o PT na escolha dos candidatos, na qual o partido lançou um número recorde de candidatos próprios em capitais, foram 21 candidatos, dos quais 14 isolados em chapas puras.

A orientação de denunciar o governo Bolsonaro, que é acertada, vai na contramão do que vem sendo feito por grande parte da esquerda que segue a burguesia na tentativa de afastar o debate político das eleições municipais de 2020 para transformá-las em meros debates administrativos de gestão das cidades. Lula, por sua vez, como o maior líder das massas operárias do País, entende a importância de elevar o debate político dentro da classe trabalhadora para enfrentar a direita.

Para o Partido da Causa Operária (PCO), que lançou mais de cem candidatos nestas eleições e é o terceiro com mais candidatos em capitais, a política de usar as eleições para fortalecer os trabalhadores contra a direita não é nenhuma novidade e todos os seus candidatos têm usado a campanha eleitoral para levar adiante a luta política real pela mobilização das massas pelo Fora Bolsonaro e Lula candidato em 2022.

Esta oposição ao governo Bolsonaro adotada pelo PCO e defendida pelo ex-presidente Lula é a única que leva para a classe trabalhadora uma perspectiva real de enfrentar a direita. O que, no entanto, é repudiado por setores da esquerda que tentam engatar a frente ampla com a burguesia moderada, isto porque a burguesia que se diz anti-bolsonarista não quer o acirramento da luta política que o Fora Bolsonaro provoca e que leva inevitavelmente a um embate não só contra Bolsonaro mas contra todos os inimigos do povo, dentre eles a burguesia. O único intuito da burguesia dentro da frente ampla é usar a esquerda para recuperar os espaços perdidos para a extrema-direita bolsonarista, o que não traz nenhuma vitória para os trabalhadores, muito pelo contrário: busca conter a polarização e acabar com a mobilização popular contra a direita.

Não por acaso o PCO em suas intervenções nas eleições tem sofrido uma série de ataques da burguesia. Primeiro por não limitar a discussão a questões locais deixando sempre claro que para a classe trabalhadora as medidas locais não passam de enganação para afastar o povo do debate que realmente importa que é a luta contra a burguesia causadora de todos os males que atingem os trabalhadores. E em segundo principalmente pelo PCO levantar o Fora Bolsonaro e chamar à mobilização em torno desta palavra de ordem, motivo pelo qual os candidatos do partido são censurados em debates, vídeos, entrevistas, etc.

O PCO neste sentido é o único partido que defende verdadeira e seriamente o Fora Bolsonaro ao levar este debate para as eleições, enquanto os outros partidos e candidatos que se dizem contra o governo Bolsonaro sequer falam o Fora Bolsonaro nas eleições, o que mostra como setores da esquerda se submetem às pressões da burguesia, em especial durante as eleições. Para o PCO, as eleições não devem ser encaradas como um concurso público de melhor gestor do estado burguês, mas sim como uma oportunidade para se aproximar ainda mais dos trabalhadores, uma etapa da luta politica importante para convocar o povo para lutar em torno dos seus interesses e para expor que os interesses do povo são opostos aos da burguesia e de seus candidatos.

O PT, embora possua uma série de confusões e atrasos nutridos por suas alas mais direitistas, devido à força de suas bases mais operárias como é a ala lulista, não aderiu à frente ampla com a direita como fizeram outros partidos de esquerda sem ligações com as massas como PSOL, PCdoB e PCB. A pressão que existe em torno do Partido dos Trabalhadores para aderir à frente ampla vai no sentido de suprimir o PT e de submeter sua grande influência dentro da classe operária aos interesses da burguesia, como acontece por exemplo em São Paulo na tentativa de que o PT desista da sua candidatura para apoiar Boulos (PSOL) candidato por excelência da frente ampla, ou em Recife onde as direções do PT tentaram impedir a candidatura própria em favor do PSB, partido que sequer pode ser considerado de esquerda.

Neste sentido o caminho a ser seguido pela esquerda em favor dos trabalhadores não passa pela frente ampla com os inimigos do povo nem em incitar ilusões eleitorais nas massas, e sim pelo caminho apontado pelo ex-presidente Lula e que vem sendo adotado pelo PCO nas eleições: o da mobilização dos trabalhadores e de todos os oprimidos contra os responsáveis pelo seu massacre, o que passa inevitavelmente pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas e por uma campanha em torno da candidatura do ex-presidente Lula em 2022.

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