“Lula livre”: veja como foi o lançamento da candidatura do petista em BH

Mais de duas mil pessoas participaram, na noite de quarta-feira (21), de ato em defesa da candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, A reunião foi realizada no Expominas, região central de Belo Horizonte.

Além do próprio Lula, da presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, do governador Fernando Pimentel e ouros dirigentes petistas, participaram do ato destacadas lideranças do movimento popular e sindical, como o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Vagner Freitas e da esquerda, como do Partido da Causa Operária (PCO), representado pelo companheiro Alexandre Flaker, da direção estadual e nacional do Partido.

O ato encerrou um conjunto de atividades realizadas ao longo do dia, durante o qual o ex-presidente manteve encontro com trabalhadores e ativistas do movimento popular, dos sem terra, sem teto etc.

Recebido com muito entusiasmo Lula discursou acusando o Poder Judiciário, Ministério Público e parte da imprensa de atuarem para retirá-lo das eleições. “Disputem as eleições comigo para ver quem ganha. Estão lidando com um ser humano diferente. Eu sou um pedacinho de célula de cada um de vocês. E se um Lula incomoda, 60 ou 70 milhões de Lula incomodam muito mais”, disse.

Ele afirmou que “o desejo dos que o perseguem é anular por completo a possibilidade de que ele seja candidato. Algo similar ao que aconteceu em 1964”, acrescentando o perigo da situação, uma vez que “o golpe militar é sempre muito ruim aos olhos do mundo”.

A presidenta do PT, destacou o caráter do evento como sendo “um ato de defesa da democracia e de Lula, mas é também um ato de lançamento da pré-candidatura de Lula, porque Lula é nosso candidato!”, reforçando a decisão adotada pelo Partido dos Trabalhadores por cima da condenação e ameaças de proscrição que o judiciário golpista procura impor. A senadora destacou ainda o caráter injusto e absurdo da decisão contra Lula, explicando os embargos de declaração apresentados nesta semana pela defesa do ex-presidnete, e resumiu toda esta operação como “uma perseguição cruel”.

A intervenção militar no Rio de Janeiro foi criticada em várias intervenções. o governador mineiro, Fernando Pimentel, ironizou “Vai lá buscar o tráfico de drogas, o crime organizado, os fuzis, as toneladas de cocaína que costumam circular de helicóptero. Porque não vão guardar nossas fronteiras? O que acham que nós somos?”, questionou.

Falando em nome do PCO, o companheiro Alexandre destacou a importância da mobilização popular, “que o morro desça”, para derrotar o golpe e anular o impeachment e, sob aplausos, chamou a “não deixar prender Lula” e enfrentar a ditadura.

Acesse e veja as intervenções.