Lula livre, já: outra bandeira que Cuba está levantando

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Fernando González Llort*, Granma Fidel Castro Ruz, líder histórico e atual voz da Revolução Cubana, mais de uma vez afirmou e recordou que o internacionalismo constitui a melhor essência do socialismo.

Desta vez, convocamos todos os revolucionários cubanos, de forma muito mais concertada e intensa, ao movimento internacional de solidariedade com o ex-presidente Lula.

A partir de hoje, somaremos todas as forças e multiplicaremos nossos esforços para reivindicar a liberdade imediata do ex-presidente de origem operária, que tanto fez pelos mais pobres de seu país.

Estudantes, jovens em geral, as mulheres, sindicalistas, agricultores, cientistas e intelectuais e toda a nossa sociedade organizada, vão demonstrar com fatos, algo do que nos orgulhamos: Cuba nunca abandona os seus verdadeiros amigos, menos ainda quando eles são vítimas de injustiças contínuas.

A direita está travando uma batalha em grande escala em toda a América Latina e Caribe, através da manipulação do poder judiciário, para criminalizar seletivamente os líderes de esquerda.

Essa direita, corrupta e corruptora pela sua natureza, agora não tem escrúpulos de mentir e, assim, destruir a imagem pública de figuras como Lula, Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner. Conspira, sem qualquer limite, para deturpar os melhores legados deles, nada mais e nada menos do que manipulando a bandeira legítima da luta contra a corrupção.

Destes três líderes, Lula já cumpre sentença de 12 anos e um mês por um crime que não cometeu. Basta essa expressão do promotor que propôs sua sanção original: «Não tenho provas, mas tenho a convicção». Ou seja, sem qualquer prova, ele expressa sua convicção de que Lula é culpado.

Um culpado não pede que seus crimes sejam provados. Um culpado não colabora com os órgãos do poder judiciário como Lula fez. Um culpado não faz declarações como a seguinte, pouco antes de se apresentar diante de seus carcereiros: «Saibam — disse à multidão de pessoas que o apoiava com brados — que minha cabeça não se abaixa, porque eu vou sair com cabeça erguida e com o peito no alto, porque eu vou provar minha inocência»; «Vou confrontá-los olho-a-olho e vou confrontá-los aceitando o cumprimento da ordem» (referindo-se à ordem de detenção); «Eu vou lá (para a prisão em Curitiba) para que eles saibam que eu não tenho medo, que eu não vou fugir, então eles sabem que eu vou provar minha inocência».

Vamos tornar realidade o apelo solidário feito pelo general-de-exército, Raul Castro Ruz, em 1º de janeiro passado: «Vamos transformar a solidariedade com Lula na causa comum de mulheres e homens cubanos! Vamos ajudar todas as pessoas honestas do planeta a contribuir para a sua liberdade e para deter os ataques e a perseguição judicial contra as ex-presidentas Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner».

O 13º Workshop Internacional sobre Paradigmas emancipatórios demonstrou, com justa razão e senso de urgência, que a solidariedade entre os povos seja transformada em fatos tangíveis, em resultado coletivo que adicione à unidade necessária entre eles.

Vamos também nos unir na enérgica condenação e rejeição da tentativa de impor na Venezuela, através de um golpe de Estado, um governo fantoche a serviço dos Estados Unidos. Faz parte, como a perseguição da Dilma e da Cristina e a prisão de Lula, de uma estratégia do imperialismo.

Lula livre, já. Esse será nosso objetivo a partir de hoje, junto com milhões de mulheres e homens dignos do planeta.

* Trecho de discurso proferido no lançamento da campanha de solidariedade “Lula livre já”, no 13º Workshop Internacional sobre Paradigmas emancipatórios. Fernando González Llort é presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos e um dos cinco agentes cubanos que ficaram mais de 15 anos presos nos EUA por se infiltrarem em grupos criminosos de cubano-americanos para impedir que esses grupos fizessem atentados contra Cuba com o apoio do governo norte-americano.