Lula está preso por bolsonaristas: coxinha que foi provocar Manuela é da PF

pcivil

A prisão do ex-presidente Lula, embora tenha sido precedida por dias de intensa mobilização da classe trabalhadora – sobretudo dos metalúrgicos -, foi bastante comemorada pelos coxinhas. Desde a preparação para o golpe de 2016, a eliminação do ex-presidente Lula do Regime Político havia sido colocada como uma prioridade no “combate à corrupção”.

O “combate à corrupção”, contudo, não passa de uma farsa do imperialismo para perseguir todos os seus opositores. A “Justiça”, como ficou claro em inúmeros casos, se mostrou completamente parcial e corruptível e submissa os interesses dos monopólios internacionais. O Mussolini de Maringá, isto é, o juiz Sérgio Moro, além de outros participantes da Operação Lava Jato, foram já flagrados em situações irregulares diante do uso de dinheiro público.

Se o “combate à corrupção” não tem qualquer base em um conceito moral de “honestidade”, tal combate só pode ser de natureza política. Os agentes que participam dessas operações fajutas, por sua vez, não são meros funcionário de Justiça, mas sim agentes do imperialismo, responsáveis pela crise que o país está vivendo.

Recentemente, a deputada Manuela D’Ávila, que estava em Curitiba, próximo ao local onde Lula está preso, foi ameaçada por um homem que se infiltrou no meio da manifestação popular contra o golpe. O homem, no etano, saiu de lá escoltado pela polícia e entrou no prédio da Polícia Federal. Ou seja, o homem que agrediu Manuela é um funcionário da Polícia Federal.

Esse exemplo mostra claramente o porquê de que não se deve confiar nas instituições burguesas. A única saída para os trabalhadores é a mobilização popular. É necessário criar comitês de luta contra o golpe, que sejam capazes de enfrentar os coxinhas na rua e defender seu líder.