Manipulação golpista
Em coluna publicada n’O Globo onde se compara o PCO com Bolsonaro, o que podemos ver é uma campanha de calúnias e um apoio a frente ampla; que é um fortalecimento do bolsonarismo
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Ato na Rede Globo. Cinqüenta anos de manipulação. Ir
Sim Bibi, São Paulo,  26 de abril, de 2015. Foto: Roberto Parizotti.
É necessário exigir o fim do privilégio da Globo. Abaixo a concessão! | Foto: reprodução

Em artigo publicado n’O Globo, o Partido da Causa Operária saiu nas páginas do jornal golpista sob a pena do colunista Bernardo Mello Franco, em coluna intitulada: “Ódio aos bancos une família Bolsonaro ao PCO”. Qualquer leitor minimamente informado da política tanto nacional quanto da política do PCO leu atônito um título tão fora da realidade. Não tanto pelo “ódio aos bancos” do PCO, que é a defesa do partido da estatização de todo sistema financeiro nacional e a criação de um banco único estatal. Mas pelo inversamente proporcional “ódio” da família Bolsonaro aos mesmos bancos, até porque, como é fácil notar, Bolsonaro é um governo dos banqueiros.

Além de que o próprio título venha com uma afirmação totalmente contraditória e até mesmo descabeçada, o conteúdo do texto tenta “explicar” o inexplicável dessa linha editorial acéfala, que representa não um “jornalismo profissional” (como a burguesia gosta de apresentar sua imprensa decadente e golpista) mas simplesmente uma clara campanha de calúnias. No início do seu texto, que não é seu e sim da Globo, Bernardo faz um parágrafo descritivo, dizendo que no País existem 33 siglas e que “nenhuma delas está mais a esquerda que o PCO”. Parece até um elogio. E continua bem descritiva mesmo, sendo a única coisa que dá um tom minimente sério a matéria. Conclui o parágrafo com a proposta da estatização de todo sistema financeiro.

Em seguida, ele começa a comparação do título, afirmando que o PCO e o Bolsonaro tem um mesmo programa. E qual é o “argumento” central? Pasmem –  seria que um dos filhos de Bolsonaro teria comprado um apartamento com dinheiro físico. E isso seria um demonstrativo de que a família Bolsonaro não gostasse dos bancos, porque amontoam sua fortuna em casa. Seria praticamente uma piada, se fosse publicado em um jornal de humor, mesmo que uma piada bem forçosa e, portanto, sem a mínima graça. O colchão de dinheiro dos Bolsonaro seria o “sinal”, digamos que bem opaco, do “ódio” aos bancos do governo fraudulento. E não 1,2 trilhões aos cofres privados fossem, pelo contrário, uma declaração de amor. Seria como se a defesa da estatização do sistema financeiro contra, como eles mesmos citam na matéria, a agiotagem legalizada dos banqueiros fosse igual à conveniência dos Bolsonaro de estocar papel moeda em casa.

Bernardo Mello Franco, tenta com a pena d’O Globo,  fazer humor com a falácia dos “extremos políticos são iguais” para comparar um bando fascista com um partido revolucionário e assim caluniar o partido. Uma manobra facilmente coordenada, mesmo que seu voo seja baixo, já que o ângulo central da matéria (Bolsonaro é igual o PCO porque carrega dinheiro na maleta) seria um elogio se fosse chamado de argumento. Nesse caso, o nível é tão baixo que podermos afirmar que nem sequer saiu do chão. É um texto que antes de ser escrito, já era uma falência política.

Como de praxe uma manipulação não pode sair simplesmente de uma falsidade, e essa é a única razão da existência de um primeiro paragrafo descritivo. Para uma boa mentira é necessária um dose de verdade. A partir do segundo parágrafo notamos a campanha que segue o título. Nesse parágrafo vemos apresentadas as três das principais perfídias lançadas contra o PCO.

O primeiro é de que o partido, chamado de “nanico” pela mão emprestada de Bernardo à Globo, não “empolga” as massas; isto é, não teria legitimidade de falar em nome dos trabalhadores porque é um partido ofuscado pela máquina de propaganda da qual ele mesmo escreve. O que é uma calúnia basicamente porque não leva em consideração a política que é levada a cabo pelo PCO e sua influência no cenário político. Confundem-se aqui as urnas com a política. O que é um assédio comum da direita sobre a esquerda, como está  se vendo na Frente ampla. A segunda é o que ele chama de “seu eterno presidente” se referindo a organização do partido. Além de tentar enfiar a mão suja da burguesia dentro das organizações partidárias, o Globo não reconhece como direito os partidos autodeterminem através da sua própria organização suas lideranças. Como se o PCO tivesse que abrir mão de um dirigente com experiência política na luta do movimento operário, do marxismo e da construção do próprio partido, porque “Bernardo” quer; porque uma corja política quer, no caso. E novamente volta-se ao problema dos votos, o que é algo digno de uma indiferença, mas para completar: em um país com 10% das suas cidades com mais eleitores do que habitantes, é um demonstrativo claro de que o voto não é medidor de nada. É ficção, pode ser qualquer coisa.

Três calúnias em um único paragrafo para atacar o partido mais a esquerda do país, como ele mesmo é forçado a reconhecer. Se o PCO, segundo ele, “não empolga as massas, é um grupo de cargos vitalícios e não tem voto” por estamos na pena dele n’O Globo?  Se o PCO não tivesse tanta importância, não valeria uma comparação com a Presidência da República, por mais suspeito que seja a legitimidade dessa presidência.

Está claro que uma comparação dessa só tem como motivo fortalecer a frente ampla. Porque se o PCO for igual o Bolsonaro, se “os opostos se atraem”, qual seria a saída? A direita tradicional, os golpistas “limpinhos”. E isso só é possível com a manobra golpista e antidemocrática da frente ampla, da esquerda mais oportunista e pequeno-burguesa, que via-de-regra é contra uma política operária e revolucionária, salvando a pele dos golpistas no regime político. Para uma coluna que tenta passar como uma “critica aos extremos”, O Globo está apoiando uma política que só pode levar a um fortalecimento do bolsonarismo e um recrudescimento do regime golpista.

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