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Um dia após o cantor, compositor e escritor Chico Buarque ter sido escolhido vencedor do Prêmio Camões deste ano, o ex-presidente Lula lhe enviou uma carta parabenizando-o pela conquista. Lula além de cumprimentá-lo pelo prêmio disse que ficou muito feliz por que o cantor foi colocado no ar na Rede Globo em horário nobre, alegando que foi a primeira vez que viu o rosto de Chico na emissora de televisão.

O Prêmio Camões foi criado em 1988, é considerado o principal prêmio de literatura lusófona, sendo que Chico foi o décimo terceiro brasileiro a vencê-lo. A carta de Lula representa, além de uma lembrança a um amigo, uma crítica aos grandes monopólios da telecomunicação brasileira que colaboraram ativamente para a criação do clima necessário ao golpe de 2016 e que vem desempenhando um papel extremamente importante na seleção de informações relativas a manutenção do mesmo, definindo a exibição destes conteúdos televisivos em determinados horários com baixos índices de audiência ou simplesmente ocultando-os.

Além disso, assim como Raduan Nassar em 2017, Buarque terá agora a oportunidade de, perante autoridades do governo brasileiro e português, expor questões importantes relativas à prisão fraudulenta do ex-presidente, assim como tecer críticas severas ao ilegítimo governo de Bolsonaro. Se para a esquerda se trata de uma vitória mais simbólica do que política, para a direita é uma grande derrota, visto que suas referências “olavistas” demonstram não ter qualquer relevância na literatura de modo que se escancare a ausência de lideranças pensantes na direita nacional, que se demonstra na prática completamente despreparada para continuar no governo.