Lula chega a 40% e dólar passa de R$ 4,00. Desespero da burguesia mostra que é hora de avançar

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Pesquisa do Ibope/Rede Globo, divulgadas nesta segunda, dia 20, confirmaram a tendências já expressas em outras e, principalmente, a tendência crescente de apoio à candidatura presidencial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, mantido como preso político há mais de 130 dias. O apoio crescente à Lula cresce na mesma proporção em que aumenta a revolta popular contra o governo golpista de Michel Temer e seus aliados, que derrubaram a presidenta Dilma Rousseff, para impor o período do maior retrocesso das condições de vida do povo brasileiro e destruição da economia nacional. Tudo isso em favor dos interesses do grande capital imperialista, principalmente norte-americano, organizador e patrocinador do golpe de Estado.

Enquanto o apoio ao governo Temer está bem próximo do “fundo do poço” com cerca de 2,7%, o que significa que com a margem de erro, poderia estar ainda mais perto de 0%, Lula alcançou, segundo as pesquisas feitas e divulgadas pela própria burguesia (com suas tradicionais manipulações) à casa dos 40% ou mais, o que representa mais de 50% dos votos válidos. A própria direita não tem mais a menor dúvida: se Lula participar das eleições, poderia vencer já no primeiro turno.

Como resultado dessas polarização política, puxada pela evolução da situação à esquerda, a crise entre a direita chegou a níveis extremamente elevados. Os candidatos mais identificados com o governo golpista, acompanham a “popularidade” de Temer. O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB) não passa de 1% e o ex-governador golpista de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), verdadeiro candidato do governo e do “centrão” golpista (por enquanto), que não consegue passar dos 5%. Setores da direita já cogitam abandonar o barco do seu candidato preferido, da mesma forma que foram deixando para trás outras lideranças do golpe como Eduardo Cunha, Aécio Neves etc. Uma situação que evidencia também que os verdadeiros donos do golpe não são os elementos que aparecem com destaque em algum momento, mas aqueles à quem eles servem: o grande capital imperialista e “nacional”.

A crise e a divisão no “mercado”, ou seja, entre os capitalistas e toda a direita golpista, fez o dólar superar a barreira dos R$ 4, lembrando 1989, quando o crescimento de Lula, fez com que o então presidente da FIESP, Mário Amato, declarasse publicamente que “Se Luiz Inácio Lula da Silva vencer as eleições, 800.000 empresários deixarão o Brasil”. Infelizmente, nenhuma coisa, nem outra, aconteceu. Desta feita, a direita mostrando seu retrocesso, não tem condições de tentar “apavorar”a população com ameaças sobre uma possível vitória de Lula e, simplesmente, resolveu aprofundar o golpe impedindo que Lula seja candidato.

Toda essa situação comprova a importância fundamental da candidatura de Lula, seu papel decisivo como único candidato capaz de unificar milhões de explorados e suas organizações de luta para enfrentar e derrotar os golpistas. Daí o desespero da direita, do “mercado”. Daí também, a importância de ampliar a mobilização contra a cassação do registro da candidatura de Lula. De não vacilar, de tomar a inciativa para ampliar a mobilização para impedir que o registro de Lula seja cassado, que sua candidatura vá até o fim, custe o que custar. Isso só poderá ser assegurado por meio de mobilização revolucionária que está se desenvolvendo como se viu no combativo ato realizado em Brasília, no último dia 15.