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Brasília, 24 abr (Prensa Latina) O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse que hoje só existe um caminho que o levará à liberdade e é o da mobilização popular.

 

Assim afirmaram os advogados Luiz Carlos Rocha e Emidio de Souza, depois de ter contato com Lula após o veredicto do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que reduziu nesta terça-feira sua pena de 12 anos e um mês a oito anos e 10 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em uma decisão unânime, a quinta turma do STJ manteve o castigo contra o ex-líder operário e os votos foram pronunciados durante o julgamento a um recurso apresentado por sua defesa.

‘Fui preso politicamente e serei liberto politicamente pela luta do povo brasileiro’, confessou o ex-presidente aos juristas.

Depois de ser informado sobre a redução da pena pelo escandaloso caso do triplex no Guarujá, Lula reagiu com a lucidez de quem tem a noção exata do que significa para seus adversários mantê-lo longe das ruas.

‘Não tem que comemorar. A pena tinha que ser zero. A pena não tinha que existir. Vou lutar até o final por minha inocência’, enfatizou o fundador do Partido dos Trabalhadores (PT).

De Souza comentou que ‘eles (magistrados do STJ) reduziram a pena hoje (ontem), mas continua sendo uma condenação injusta. Eles inventaram um problema e não sabem como resolver este problema… Tudo só comprova que se trata de uma condenação política’.

Por sua vez, Rocha concorda com Lula sobre o antídoto para frear novas injustiças e expressou: ‘vamos continuar lutando em todas as esferas porque isso é necessário, tanto aqui no Brasil como na ONU, sempre com a esperança de conseguir avançar em alguns aspectos como ocorreu hoje (ontem)’.

‘A luta é dura porque os adversários são terríveis e impetuosos. Por isso nossa resistência tem que ser tão dura e impetuosa como a disposição deles de nos condenar’.

A decisão do STJ fez emergir a possibilidade de que o ex-metalúrgico abandone este ano o regime fechado e possa cumprir a pena a partir de setembro em prisão domiciliar.

Segundo a legislação penal brasileira, um preso tem direito a exigir o regime semiaberto depois de cumprir um sexto da pena.

Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão em regime fechado, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, capital do estado do Paraná.

Desde 7 de abril de 2018, Lula permanece em prisão por supostamente ter recebido da construtora OAS um luxuoso apartamento triplex na cidade de Guarujá, litoral de São Paulo, em troca de favorecer a empresa em contratos com a estatal de petróleo Petrobras. Em resposta às acusações, o ex-presidente enfatiza que é vítima de uma verdadeira perseguição política e que lutará até o final por sua dignidade.

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