Após enfrentar protestos de fascistas em sua caravana pelo Sul do Brasil, inclusive tendo seu ônibus alvejado por armas de fogo, Lula fez um duro discurso contra esses grupos de extrema-direita que, após o golpe, perderam a vergonha de sair pelas ruas intimidando e agredindo militantes dos partidos de esquerda e movimentos sociais.

Durante um ato da caravana em Chapecó, o ex-presidente disse: “Nós somos paz e amor, mas não pensem que vão bater nessa face e a gente vai dar essa [a outra] face. A gente vai dar é porrada se não respeitar a gente. Nós não queremos brigas, mas não fugiremos delas”.

Ainda sobre as agressões e protestos apoiadores do Bolsonaro e grupos como o MBL, Lula declarou: “Tem gente se organizando como paramilitar. Tem gente se preparando até para invadir o comício do outro. Quero dizer para essa gente que nós somos da paz. Mas não nos provoquem porque se derem um tapa na nossa cara a gente não vai apenas virar para o lado, a gente vai retribuir até eles aprenderem a viver democraticamente”.

A indignação de Lula se deve ao fato de que grupos fascistas financiados por latifundiários e empresários jogaram ovos em militantes de esquerda em Chapecó, poucos dias depois de uma militante do MST ter sido espancada e um padre atropelado em uma outra parada da caravana. Após as duas ocorrências, setores petistas pediram que a polícia resolvesse o problema, mas a questão é que a direita tem a proteção da polícia e, muita vezes, os próprios militantes direitistas são policiais.

Não é mais possível aceitar pacificamente as agressões dos direitistas ou apelar para as “instituições”, é preciso organizar a esquerda para a autodefesa. É importante colocar esses grupos fascistas para correr, senão a situação pode piorar ainda mais. Eles já estão ousando e atirando no ônibus do ex-presidente Lula, imaginem o que eles não irão fazer com o resto da militância da esquerda.

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