Louquinho no ministério quer enterrar o comércio brasileiro em favor dos EUA porque seria a vontade de Deus

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Já é bastante claro que a política prevista por Jair Bolsonaro pelo País é de completa destruição. Os capachos do imperialismo que compõe o governo visam destruir a economia brasileira, para atender exclusivamente aos interesses do imperialismo norte-americano. Mais uma demonstração a respeito pode ser vista nesta semana, com a declaração do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, dada em aula magna, focada para aqueles que visam seguir a carreira diplomática, no Instituto Rio Branco.

Segundo Araújo, o Brasil fazer negócios com a China, Europa e América Latina, representa um atraso econômico, afirmando, ainda, que o foco do atual governo será manter relações diretas com os Estados Unidos, enquanto principal parceiro comercial. O que fica ainda mais evidente, com declarações como essa, é que essa “parceria” nada mais é do que o Brasil tendo sua economia destruída, enquanto os imperialistas atendem à seus interesses. Não obstante, quem mais sofre e sofrerá com as medidas tomadas pelos direitas é a classe trabalhadora.

Um bom exemplo é o que aconteceu com a Petrobrás: através da Lava Jato, destruíram a empresa brasileira, o que culminou em inúmeros desempregos e na entrega do petróleo brasileiro para monopólios internacionais.

Tanto o ministro, como o próprio presidente, já deixaram claro que haverá uma forte “parceria” (ou melhor dizendo, forte submissão) do Brasil com os Estados Unidos, seja qual for a pauta. Assim o único interesse que importa é aquele dos imperialistas norte-americanos. O pretexto do ministro para esse total absurdo foi a existência de uma suposta afinidade entre a população brasileira e a norte-americana, no que tange a valores morais e religiosos. Segundo Araújo, mais importante do que as próprias relações comerciais entre dois países, é manter a “integridade do país, sem vender sua alma”.

Vale lembrar que os ataques de Bolsonaro à China representam não apenas uma estupidez com pretextos ideológicos, mas um ataque direto à economia. Em 2018, o Brasil exportou 86% de sua produção de soja para os chineses. Essa iniciativa do governo fascista, coloca em risco cerca de US$30 bilhões em vendas para os chineses, com a reaproximação comercial entre Pequim e EUA.

Neste sentido é fundamental que seja barrada a ofensiva da direita, que vem destruindo a economia nacional, atacando diária e diretamente aos interesses dos trabalhadores. Seus direitos estão sendo brutalmente massacrados, em prol dos interesses da burguesia internacional. Assim se faz necessária a organização de amplas mobilizações populares, pedindo a saída de Jair Bolsonaro e de todos os golpistas, bem como a liberdade do principal preso político brasileiro e líder da classe operária: Lula.