Medida científica?
João Doria e Bolsonaro não vacinam o povo; ao invés disso, o tucano impõe medidas ditatoriais como o toque de recolher, esmagando os direitos democráticos

Por: Redação do Diário Causa Operária

O estado de São Paulo atingiu um recorde de internações nos hospitais esta semana, com uma alta exponencial no número de leitos ocupados e a disseminação mais veloz da nova cepa do coronavírus. O governo desastroso do PSDB teme que as UTIs chegam a 100% de ocupação em março. Já são 58 mil mortos pela pandemia em todo o estado, e o responsável direto é o Sr. João Doria.

Propagandeado como “cientista” pela imprensa golpista e pela esquerda pequeno-burguesa, o governador de São Paulo anunciou novas medidas restritivas a partir desta sexta-feira (26), até o dia 14 de março. 

Na prática, elas significam um toque de recolher das 23h até as 5h do dia seguinte em todo o estado, incluindo a capital e a região metropolitana. Será organizada uma força-tarefa composta pela vigilância sanitária, o Procon e a PM. Até mesmo os jornais burgueses consideram como uma das medidas mais duras tomadas por Doria desde o início da pandemia.

Entretanto, trata-se de uma política que não resolve absolutamente nada. Lockdown, toque de recolher ou qualquer tipo de restrição que está sendo imposta pelo Estado são apenas, como se diz por aí, “para inglês ver”. Na verdade, servem para esconder o fato de que não há vacinação.

As mais recentes medidas anunciadas por Doria são tão farsescas que o toque de recolher das 23h às 5h não serve para o transporte público, que continuará funcionando normalmente nesse período. Além disso, esse é o período do dia em que há menos pessoas nas ruas – logo, quando há muito pouca possibilidade de contaminação.

Mas não é só isso: as escolas, tanto públicas como privadas, continuarão abertas para que milhões de alunos sejam contaminados em sala de aula. Mas sobre isso o monopólio da imprensa capitalista não fala nada. Segundo ela, o aumento no número de internações é “reflexo do Carnaval”, embora este sequer tenha ocorrido, devido justamente à política criminosa de imposição unilateral da ditadura do PSDB em São Paulo.

Se houvesse uma preocupação real em frear o contágio, as escolas não seriam reabertas e os trabalhadores teriam algum tipo de licença ou férias garantidas, com salário pago – uma vez que, se alguém tem de arcar com a crise, devem ser os capitalistas.

Para conter a pandemia, a medida necessária seria implementar um verdadeiro plano de vacinação, uma vacinação em massa para imunizar a população o quanto antes. Até mesmo governos estrangeiros em crise e ineficientes estão fazendo isso, como Inglaterra e Estados Unidos. Apesar das 500 mil mortes e da farsa que é o governo Biden, os capitalistas norte-americanos têm dinheiro suficiente para gastar uma parte na vacinação massiva a fim de contornar a crise econômica e recuperar os seus lucros com o fim da pandemia. Até o momento, 13% da população dos EUA foi vacinada, o que resultou em uma queda de 60% no número de casos.

No Brasil não há nada disso, graças aos fascistas Doria e Bolsonaro, que nunca se preocuparam com a população, apenas na briga envolvendo setores da burguesia pela presidência da República em 2022.

Há dezenas de vacinas, uma diferente da outra, disponíveis para a compra por parte das autoridades brasileiras. No entanto, insiste-se na ineficaz CoronaVac, que necessita de duas doses para imunizar cada cidadão, e o próprio calendário de vacinação já foi adiado inúmeras vezes, não sendo confiável para mais ninguém.

Melhor do que restringir direitos – que é o significado das medidas de Doria -, seria realizar uma campanha massiva de vacinação. Mas o governador “científico” prefere acabar com os direitos mais elementares dos cidadãos e não resolver absolutamente nada.

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