Medida autoritária
A política da direita não é de dar condições para o povo fazer a quarentena, é de proibir de sair de casa e despejar o peso da crise nas costas do povo
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A man wearing a protective mask outside Rocinha Slum waits for a public bus during the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Rio de Janeiro, Brazil, March 18, 2020. REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reprodução |

O Isolamento social forçado, ou “Lockdown”, como se chamou a coisa na imprensa capitalista é um divisor de águas na esquerda brasileira.

A proposta é uma comprovação da farsa que é quarentena brasileira. Propor colocar a polícia, e as Forças Armadas quem sabe, para reprimir a população e garantir que elas não saiam à rua é o “e daí” dos governadores e prefeitos do Brasil.

É de conhecimento notório que a quarentena não é feita nos bairros mais pobres não por um problema de convencimento, mas de condições. Muitos estão são empregados nas fábricas, construção civil, supermercados, petroleiras e outras das mais de 50 categorias que Bolsonaro obriga a trabalhar, muitas das quais não são essenciais. Muitos estão entre os 20 milhões de desempregados e buscam nas ruas desesperadamente emprego, esmola, ou estão tentando trabalhar como ambulantes nas ruas do País.

Outros ainda estão em casas que nada são senão uma versão moderna da senzala, onde uma dezena habita casas de dois ou três cômodos. Uma parcela de centenas de milhares dorme sem teto sobre suas cabeças.

A quarentena não é um problema de opção, de escolha, é um problema de falta de opção. O povo não pode fazê-la. Não sem ajuda séria do Estado.

Ao ser perguntado sobre os 8 mil mortos, Bolsonaro respondeu “E daí”, a imprensa ficou chocada, a esquerda escandalizada, e é escandaloso. No entanto, a proposta de Lockdown é igualmente escandalosa.

O problema da quarentena não vai ser resolvido com o cassetete da Polícia Militar. O trabalhador, aquele que não consegue fazer o Lockdown, ou que passará fome por conta dele, perguntará as autoridades “Mas eu? Eu não consigo fazer isso que me pedem”, a resposta será “E daí? Fique em casa ou encare as consequências”. Essa proposta cruel está sendo aplicada pela direita no Pará, proposta por Witzel no Rio de Janeiro, sendo feita pelo PCdoB no Maranhão e até o PT foi à justiça para exigir o Lockdown.

A direita faz isso por pura canalhice, a esquerda, no entanto, parece ter pedido totalmente a cabeça. É preciso parar de fingir combater o coronavírus e começar fazer isso de verdade. O Lockdown é uma desculpa para uma política fracassada, a de dizer “#FiqueEmCasa” e não dar condições de fazer.

É preciso liberar imediatamente o Auxílio Emergencial, aumentá-lo para um valor digno para uma família trabalhadora. É preciso alocar os sem-teto e os que moraram em moradias inviáveis para o isolamento social para moradias dignas. É preciso paralisar toda a produção não-essencial, proibir as demissões e acabar com o corte de salários, os patrões tem que pagar pela crise. Em S. Bernardo do Campo metalúrgicos estão sendo colocados nas fábricas para enriquecer as empresas de automóveis, arriscando suas vidas e de suas famílias. Isso tem que parar.

Os sindicatos precisam reabrir suas portas. O povo não está fazendo quarentena, pois não pode. As suas direções abusam de seus privilégios e ficam em casa sem fazer nada diante da crise.

Os sindicalistas, militantes tem que seguir o exemplo que está sendo dado pelos Comitês de Luta, pelo PCO, e por diversas associações de moradores no País todo, é preciso ir às comunidades, ver seus problemas, mobilizar o povo, pois o governo Bolsonaro, e os governadores genocidas não darão nada se não forem forçados.

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