Lista contra professores: perseguição da Escola Sem Partido se aprofunda

UFPE-az

A vitória, por meio da fraude, de Bolsonaro, candidato da extrema-direita dos golpistas, deu ensejo a uma onda de intimidações, ataques e violências dos grupos direitistas contra a esquerda, ativistas, professores, militantes, negros, homossexuais, etc. Um dos principais alvos, nesse primeiro momento, é a educação, principalmente os professores. Logo na primeira semana, pós as eleições a direita golpista, aproveitando-se do clima de “vitória” de Bolsonaro, tentou aprovar em uma comissão especial da Camara dos deputados o Projeto Escola Sem Partido. A proposta que instaura a censura nas escolas de todo o país, somente não chegou a ser aprovada por hora, pois os educadores se mobilizaram e impediram a votação.

De qualquer forma, o assédio aos professores e estudantes continua em todo o país. Mesmo antes das eleições mais de 30 universiddades de todo o país foram invadidas pela justiça eleitoral, em um momento que crescia a mobilização estudantil contra Bolsonaro. Após o pleito, uma série de ataques e violência contra professores vem ocorrendo no país. Os bolsonaristas, como a deputada de Santa Catarina do PSL, Ana Caroline Campagnolo, estão incentivando os direitistas à persegurem e intimidarem os professores de esquerda e progressistas nas escolas e universidades. No Espírito Santo, por exemplo, um educador chegou a ser levado a delegacia, pois foi “denunciado” poruma professora bolsonarista enquanto discutia política com colegas de trabalho. Um absurdo total.

O episódio mais recente deste fato foi o que aconteceu na Universidade federal de Pernambuco, a UFPE. Uma carta foi divulgada nas redes sociais, sem assinatura, mencionando os nomes de 22 professores do Departamento de História e Sociologia da insituição, ameaçando-os de serem banidos da Universidade após a eleição de Bolsonaro. A carta é um ataque direto da direita contra os professores, bem como toda a comunidade acadêmica. É preciso ter claro que as universidades, bem como as escolas, não são espaços para a extrema-direita fascista, defensora do ensino pago, da censura e da perseguição política contra os trabalhadores e a juventude. É preciso denunciar essa ofensiva fascista contra o ensino público e chamar professores, estudantes, funcionários a se mobilizarem para botar pra fora das universidades e das escolas os bolsonaristas.

Na UFPE um ato está sendo chamado para hoje a tarde às 16 horas, É necessário intensificar a mobilização, por meio dos comitês de luta contra o golpe e desenvolver uma luta permanente contra  direita no interior das escolas e universidades. É precis fazer os fascistas baixarem a cabeça por meio da força da mobilização da juventude, dos estudantes e professores.