“Limite” e outras raridades do cinema brasileiro serão exibidas na Cinemateca de São Paulo

Atingir o total “Limite” de descrença e saturação em relação à vida. É o que duas mulheres e um homem sofrem ao cansarem-se de “remar” um “barco à deriva” através do “oceano”. Todas essas são metáforas utilizadas pelo diretor brasileiro Mário Peixoto, em seu filme “Limite”, datado de 1930. Além dessa raridade cinematográfica brasileira, a Cinemateca de São Paulo irá exibir filmes como  A agonia, de Júlio Bressane; S. Bernardo, de Leon Hirszman; Carnaval Atlântida, de José Carlos Burle; O leão de sete cabeças, de Glauber Rocha; Lilian M: Relatório confidencial, de Carlos Reichenbachm; O amor está no ar, de Amylton de Almeida; Sonho de valsa, de Ana Carolina.

Essa seleção única de filmes brasileiros feita pela Cinemateca de SP tem a finalidade de resgatar a valorização de seu acervo. A partir da exibição de títulos consagrados, filmes-ensaios e cópias raras, pretende-se apresentar a dimensão das dificuldades e condições que a conservação do patrimônio sob a guarda da Cinemateca necessita para sobreviver. Dentre filmes restaurados em formato original, cópias digitalizadas devido à deterioração da versão em fita, obras preservadas por intermédio de políticas de aquisição de acervos, entre outros, a Cinemateca Brasileira guarda a responsabilidade de manter a história do desvalorizado cinema nacional através do tempo.