Desaparecimento
A líder comunitária Vera Lúcia dos Santos está desaparecida desde a última quinta-feira (16). Deve-se atentar para a possibilidade de execução fascista de uma ativista.
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Foto: Reprodução/Redes Sociais
Vera Lúcia da Silva Santos, a ativista desaparecida | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A líder comunitária Vera Lúcia dos Santos, de 64 anos, está desaparecida desde a última qunta-feira (16). O desaparecimento ocorreu no bairro do Grajaú, zona Sul da cidade de São Paulo. 

No sábado (18), o carro de Vera foi encontrado queimado com um corpo carbonizado no porta-malas. Este ainda não foi identificado.

Vera desapareceu dois dias após receber um telefonema e sair da ONG Auri Verde, local onde trabalha desde 1992. A entidade é presidida por Vera e atua há 28 anos na região. A ONG administra seis creches e um centro de juventude, onde cursos de capacitação profissional são oferecidos à comunidade. Ela também é membra do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg).

Na quinta, dia do desaparecimento, ao notar que Vera estava demorando para retornar à ONG, amigo telefonou várias vezes. As ligações foram atendidas três vezes por uma mulher desconhecida, que afirmava que o telefone não era o de Vera. O celular foi desligado. A testemunha afirma que a líder comunitária não recebia ameaças e sequer tinha inimigos.

A situação é muito estranha. Vera era uma conhecida ativista e desempenhava um papel relevante na vida da comunidade.  Deve-se reafirmar a possibilidade de execução em virtude de Vera ser uma ativista. 

O clima político instaurado no país com a ascensão da extrema-direita fascista coloca a execução de ativistas de partidos políticos políticos, militantes, sindicalistas e líderes comunitários na ordem do dia. Desde que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República, como consequência de um golpe de Estado, são cada vez mais frequentes as perseguições e assassinatos políticos. Diversos militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e ativistas dos movimentos indígena e quilombola foram assassinados.

A situação da líder comunitária deve ser esclarecida. É possível que se trate da execução de uma ativista pelas funções políticas e sociais que esta desempenha. A perseguição e assassinato de ativistas é um dos mais flagrantes atentados contra os direitos democráticos de toda a população e visa esmagar qualquer possibilidade de resistência organizada dos explorados e oprimidos.

Os bandos fascistas sempre iniciam os assassinatos por setores mais frágeis e desorganizados da população. E estes possuem estreitas relações com o aparelho de repressão oficial. A ideia é destruir pela força suas organizações.

É preciso uma ampla campanha para descobrir o que aconteceu com a líder comunitária Vera Lúcia da Silva Santos.

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