Libertação de militares que assassinaram músico negro com 80 tiros mostra que o terror é a política do Estado
Tropas do Exército saem de batalhões para ação em área violenta do Rio
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O Supremo Tribunal Militar (STM) decidiu nesta quinta-feira(23) libertar 9 dos 12 militares envolvidos no assassinato do músico Evaldo dos Santos Rosa e do catador de materiais recicláveis Luciano Macedo. O caso aconteceu em abril, foram cerca de 200 tiros disparados sendo que 80 tiros acertaram o carro em que estava Evaldo. Junto com Evaldo estava sua família, com duas crianças. Evaldo  morreu na mesma hora. O catador de papel Lacuiano Macedo, que tentou ajudar o músico, também foi atingido e morreu dias depois no hospital. Já o sogro de Evaldo teve ferimentos.

A intervenção militar no Rio precisa ser denunciada pois ela só fez com que aumentasse o número de mortos nos bairros pobres . Além do aumento geral de assassinatos, há um aumento ainda maior pós intervenção militar. Nos primeiros sete meses de 2018 foram 895 mortes. A media mensal de 2018 era de 33 mortes e hoje passou para 127. O governador Witzel faz a mesma política do governo Bolsonaro, uma política fascista na favelas. Durante uma operação no complexo da Maré a polícia Civil chegou  a matar 8 pessoas em um dia. Para realizar tal façanha a polícia de Witzel usou durante a operação, helicópteros, e crianças tiveram que esconder  nos corredores da Orquestra Maré do Amanhã. Segundo a polícia a operação seria para capturar um traficante. Recentemente a política fascista do governador do Rio obrigou as escolas a usarem placa de identificação nos telhados, para não receberem tiros.

O julgamento ser comandado pelo Supremo Tribunal Militar é uma grande farsa. Os militares que assassinaram o músico e o catador de material reciclado são julgados pelos próprios militares. A extrema-direita sempre está exigindo duras penas para com a população em geral. Agora querem que o braço armado do Estado se mantenha impune pelos ataques contra essa mesma população. Isso é um projeto de terror contra os pobres e principalmente os negro e os trabalhadores da periferia.