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Transcrevemos abaixo um trecho da Análise Política da Semana, do dia 18 de maio, no qual o companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO, esclarece a política a ser levada a diante pela esquerda com a crise do governo Bolsonaro e do golpe de estado. A Análise Política da Semana ocorre todos os sábados às 11 e 30 da manhã. Você pode acompanhar pela Causa Operária TV, no Youtube.

Bom, aí se coloca um outro problema que está na situação, eleições gerais, mas quem vai concorrer. Tem que concorrer a pessoa que não concorreu na eleição passada, Luiz Inácio Lula da Silva. Então a terceira palavra de ordem é: Liberdade para Lula. E, logicamente, a quarta palavra de ordem, que vai ganhar mais ímpeto no desenvolvimento da mobilização é: Lula candidato.

É um programa claro, perfeitamente razoável para resolver a atual situação política. Nós não estamos que as pessoas saiam na rua todas armadas, arranquem Bolsonaro do poder a tiros e estabeleçam a República Soviética do Brasil. Se chegar a situação que é necessário ir lá e tirar a pessoa de dentro do governo, nós vamos discutir a partir desse ponto de vista. A luta contra o Bolsonaro tem que ser acompanhada da luta contra as medidas que ele tomou, que não são só dele, são de todos. A burguesia, nós, inclusive, discutimos muito isso na época, quando ela deu o golpe de estado, ela entrou em um terreno perigoso.

Na época, inclusive, nós falamos o seguinte: a pior coisa que pode acontecer a um golpe de estado é ele fracassar e ser derrotado pela mobilização popular. Haja vista o exemplo da Venezuela. No Brasil que é um país complexo, mais do que o normal, um país muito grande onde as coisas se desenvolvem com uma certa lentidão. Deram o golpe, colocaram o Temer, devido a oposição popular ao golpe, devido as contradições internas da burguesia, devido ao descontrole na economia, o governo Temer afundou. Chamaram eleições, uma coisa que era muito previsível, nós do PCO previmos isso daí. O governo teria que fazer uma maracutaia para que se fechasse o golpe. Devido as circunstância que eles tiveram que manobrar, escolheram um governo muito improvisado, que é o Bolsonaro, e o governo fracassou.

Quer dizer, estamos diante de um golpe fracassado. Isso obriga toda a esquerda nacional a impulsionar uma mobilização para enterrar o golpe, qualquer outra política diante dessa situação, é uma política não apenas sem sentido, sem desenvolvimento, como é uma política suicida. Porque se nós não partirmos para cima do governo para encerrar a fatura, vai haver uma recomposição. Essa recomposição pode ser como um bumerangue, tudo aquilo que você fez contra volta contra você. O descontrole da economia é muito grande, o povo está na rua, eles podem, pela falta de ação da esquerda, dos movimentos populares, estabelecer  um regime de força que procure liquidar a situação por meio da violência, que é o perfil do governo Bolsonaro.”