Liberdade para Lula

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Lula está preso a 120 dias. Sua prisão política, passando por cima de todos os direitos democráticos mais elementares do cidadão, abre o caminho para um ataque generalizado contra todo o povo e as organizações populares.

Engana-se, portanto, quem acredita que a prisão de Lula é apenas um problema eleitoral. A partir do momento que a direita e as instituições golpistas conseguem colocar na cadeia o maior líder popular do País, ex-presidente da República, o cidadão “comum” estará totalmente desamparado. É o fim definitivo dos direitos democráticos da população, que já sofre dia a dia com as arbitrariedades da polícia e do Judiciário.

Prova disso é que aumentam exponencialmente os casos de censura e perseguição política nas universidades, na imprensa, nas manifestações culturais, contra os partidos políticos.

É inegável, no entanto, que a questão eleitoral, principalmente pela proximidade das eleições, é um fator importante. Para a direita, impedir a candidatura de Lula é uma manobra essencial para a sobrevivência do golpe, ainda que a burguesia saiba que tal manobra é perigosa. Deixar Lula, que tem cerca de 40% dos votos segundo os próprios órgãos de pesquisa da burguesia, fora das eleições significa que o próximo governo terá praticamente o mesmo nível de legitimidade e popularidade do que o atual, o que pode aprofundar a crise no regime político golpista. Por outro lado, a burguesia sabe que uma candidatura de Lula pode significar a derrota do golpe.

Outro aspecto importante é que Lula expressa a rejeição massiva ao golpe e suas medidas contra o povo. Lula solto e fazendo campanha significa, mesmo que o próprio ex-presidente não quisesse, uma mobilização popular contra os golpista, coisa que o regime não pode suportar.

Por isso, a principal tarefa da luta contra o golpe é organizar a luta pela liberdade de Lula, que passa pela luta pelo registro de sua candidatura no dia 15 de agosto. A CUT, os comitês de luta contra o golpe e demais organizações populares estão convocando para um enorme ato em Brasília, em frente ao TSE, para exigir que Lula seja candidato.

Os golpistas já demonstraram enorme preocupação com essa mobilização. Carmen Lúcia, presidenta do STF, anuncia que pode usar as Forças Armadas no dia 15. O STF também anunciou que pretende antecipar o julgamento da liberdade de Lula, para que a decisão seja tomada antes do dia 15. Tudo isso é parte do golpe contra Lula e o todo o povo.

É preciso colocar na ordem do dia a luta pela liberdade do ex-presidente e a defesa incondicional e até o fim de sua candidatura é o caminho para derrotar os golpistas.