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Após ter recurso negado pelo golpista TRF-4, José Dirceu voltou para a prisão, pela quarta vez, na sexta-feira (17), sendo encarcerado no Complexo-Médico Penal, localizado na região metropolitana de Curitiba. O Complexo foi projetado para cerca de 600 presos, e hoje abriga quase 900.

Na capital onde também está detido o ex-Presidente Lula, Dirceu divide a cela com mais seis presos. Dentre muitos vizinhos de cela, encontra-se Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, entregue à Lava-Jato pela burguesia como boi de piranha, para sustentar a farsa da luta contra a corrupção, passado o processo de impeachment de Dilma.

O Departamento Penitenciário do Paraná justificou a superlotação como uma “questão de segurança”, que os fez transferir 38 presos por crimes relacionados à corrupção para uma ala que era a enfermaria do hospital penitenciário. As celas têm um banheiro com um chuveiro e uma privada, e os colchões dos ocupantes ficam no chão.

Na condição de preso político, José Dirceu vem sofrendo perseguição imperialista desde a época do Mensalão quando foi condenado pela primeira vez. Embora tivesse recebido um habeas corpus para cumprir a pena em casa, após um ano de liberdade, José Dirceu foi preso novamente graças a operação Lava-Jato, que implicou o ex-Ministro-Chefe da Casa Civil em mais um processo farsa para mantê-lo no cárcere.

O caso de Dirceu é um exemplo de como a situação de Lula pode transcorrer se a única forma de lutar por sua liberdade for por dentro das instituições. Por mais que tenha recebido o aval para cumprir a pena em casa, Dirceu foi obrigada a entregar-se a Polícia Federal de Curitiba mais uma vez, já que sua prisão é parte importante do golpe, assim como a do ex-presidente.

Com mais um processo já engatilhado para que Lula apodreça em Curitiba, fica claro a única forma de garantir sua liberdade e de todos os presos políticos do golpe imperialista: uma manifestação massiva por sua liberdade. Somente o povo na rua pode barrar os avanços do governo golpista que ameaça os direitos de organização e liberdade de expressão do povo brasileiro.