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A car pushed by the floods to a channel is seen after heavy rains in Vila Prudente neighbourhood in Sao Paulo, Brazil March 11, 2019. REUTERS/Amanda Perobelli
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Mar de lama é uma expressão gasta como metáfora. Mas com a direita no poder podemos usá-la em sentido literal. Em Brumadinho, o rompimento de uma barragem da Vale, privatizada por Fernando Henrique Cardoso, afogou a cidade em um mar de lama. Por enquanto, a conta de vítimas ficou assim: 197 mortos, 111 desaparecidos. Hoje São Paulo também está coberta de lama com as enchentes que devastaram a cidade desde a madrugada. Por enquanto o número de vítimas fatais confirmadas é de 12.

Além da lama, São Paulo também ficou coberta de esgoto, trazido pelos rios que transbordaram. Antes de qualquer coisa, é preciso logo dizer que o caos em que São Paulo afundou hoje não é apenas uma consequência da chuva. Na verdade, a chuva sequer é a causa principal. Não existe nenhuma surpresa no fato de que chove forte em março. Esse é um fato recorrente desde sempre.

A catástrofe em São Paulo é consequência de uma política. Normalmente essa política é chamada de “neoliberalismo”, já que não existe mais concorrência livre no capitalismo e falar em liberalismo perdeu o sentido. É um termo pejorativo formulado pelos inimigos dessa política. Os defensores dessa política reivindicam-se “liberais”. Como o liberalismo não existe mais, vou chamar essa política de “liberalismo golden shower”. Geralmente evito termos em inglês, mas nesse caso é oportuno que seja nesse idioma.

 

“Está chovendo dinheiro em Nova York”

Foi assim que o liberalismo golden shower submergiu a maior cidade da América do Sul no esgoto: Doria e Covas gastaram apenas 1/3 do orçamento para combates a enchentes em 2017 e 2018; também em 2017, Doria moveu R$30 milhões desse orçamento para outra área: as privatizações. Temos aí dois dogmas do liberalismo golden shower reunidos: corte de gastos e privatização de tudo. A relação com a tragédia de hoje na cidade é direta e inequívoca. É uma política criminosa contra o povo. Os cortes de gastos matam a população. A Atlântida submersa no lixo criada pelos tucanos é a imagem perfeita do “Estado mínimo”.

Toda a política do liberalismo golden shower é assim. Enquanto chove ouro no bolso de grandes capitalistas e especuladores, os trabalhadores pagam com a própria vida. Esse é o mesmo caso da reforma da Previdência de Bolsonaro ou a reforma trabalhista de Temer. Todos esses golpistas de direita estão unidos para esfolar o povo em favor dos grandes capitalistas. Cortar o orçamento contra enchentes já tinha dado o resultado óbvio no ano passado. Fazer a reforma da Previdência vai criar uma grande miséria no país e todo o mundo sabe disso. Da parte da direita, matar a população é um plano político, plano defendido abertamente nos jornais da burguesia.

 

Impedir a destruição do país

Portanto, impedir que a direita destrua o Brasil virou uma questão de vida ou morte. O liberalismo golden shower já fez muitas vítimas e continuará matando. É preciso se mobilizar contra todos os governos golpistas. Uma boa oportunidade para isso será a Plenária Nacional Lula Livre, que acontecerá em São Paulo no sábado. Fora Doria! Fora Bolsonaro!

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