Leon, candidatura operária.
Militante que se filiou ao partido em 2018, ao contrário dos típicos candidatos dos partidos da burguesia, Leon é um trabalhador.
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Leon, durante a militância. | Foto: Arquivo/DCO

O Partido da Causa Operária está lançando, nestas eleições de 2020, o companheiro Leon Lima Ancillotti a prefeito de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo. Militante que se filiou ao partido em 2018, ao contrário dos típicos candidatos dos partidos da burguesia, Leon é um trabalhador, e um dos responsáveis pela organização da militância na região de Vitória, e integrante da célula partidária local. 

Como de regra tem acontecido com os candidatos do PCO, Leon também é vítima da perseguição que se deflagrou contra toda a esquerda nessa eleição. Muito embora sua candidatura tenha sido lançada fora do período de praxe, já que a decisão de buscar maior visibilidade com a disputa para prefeito se deu depois de já lançada a de vereador, a mudança não deixou de ser dentro do prazo estabelecido pela justiça eleitoral. Mas foi o que bastou para que a candidatura ficasse sob júdice, e aguardando a decisão de um juiz para que conste nas urnas eletrônicas no dia da eleição, e permita que o povo de Vitória, possa votar na candidatura operária de Leon.

Em entrevista ao DCO, ele nos falou um pouco mais de sua trajetória, que passamos a transcrever.

DCO – Leon, como você conheceu o PCO?

Leon – Eu já tinha ouvido falar do PCO, desde a primeira vez que eu tinha participado, mais precisamente, se não me engano, na eleição de 2003, até porque o partido tem uma forma muito interessante de se comunicar, e aquela famosa frase que marca o partido: quem bate cartão não vota em patrão; sempre foi muito marcante. Mas, que eu comecei a procurar o partido, foi no início de 2016 quando já se falava, já estava no estágio avançado do impeachment. Nesse período, procurando fonte de informação e lendo, encontrei um vídeo de 2014 do Rui, após a eleição da Dilma, onde ele já, claramente, demonstrava como haveria um movimento de derrubada da Dilma. E quando eu vi esse vídeo de 2014 em 2016, com uma tremenda coerência e precisão, eu fiquei muito estimulado a conhecer mais o partido. Aí passei a acompanhar a análise política do partido desde 2016. A partir daí, comecei a ler mais sobre o partido, comecei a procurar informações no site, e assistir os diversos materiais que tem no canal.

DCO – Qual a sua categoria?

Leon – Eu, atualmente, sou técnico em saneamento, na Companhia Estadual de Abastecimento do Estado do Espírito Santo, um dos setores que hoje em dia está em vista pelo mercado privado.

DCO – Como se sente representando o PCO nas eleições do Espírito Santo?

Leon – Me sinto bastante lisonjeado com esta oportunidade, porque o partido, ao contrário de vários partidos da esquerda, ele é um partido extremamente organizado, e com muita clareza de objetivo. E a forma como ele está estruturado, ele realmente se apresenta como um partido que tem um objetivo maior. É um desafio, porque o Estado do Espírito Santo é um Estado muito conservador. Pelos resultados das últimas eleições presidenciais, majoritariamente, eleitores de direita, candidatos de direita e extrema direita ganharam aqui, e se tem um sentimento de ser uma elite. Se assemelha muito com Estados do Sul, que se acha um Estado que faz parte de uma elite econômica. Então, é um verdadeiro desafio com um partido que tem uma plataforma operária, mas é muito gratificante poder estar iniciando este trabalho do PCO aqui no Estado.

DCO – Como está a luta contra as privatizações no ES?

Leon – Atualmente o governo que se encontra aqui, que é um governo de centro-esquerda, tem optado por maneiras mais disfarçadas de privatização, fazendo parceria público-privada. Recentemente houve uma licitação onde parte do setor de esgoto de Cariacica, um dos municípios que integra a região metropolitana, foi concedida para ser, em parceria com a Estatal, para uma empresa que tem crescido no país, a Engea. 

Conjuntamente com isso, o governo, para agradar outros setores da iniciativa privada, fez um aceno de que estaria buscando mais parceiros para abertura de capital da empresa, e também para disputar concessões. Porque, com a mudança do marco do saneamento, ele meio que vai forçar os municípios que não atendem o requisito, para que entreguem o seu serviço à iniciativa privada. Inclusive a Assemae, uma associação dos municípios, entrou com uma ação judicial para suspender a lei no STF.

Infelizmente, tem se feito uma luta muito jurídica e pouco política, de conscientização dos trabalhadores.

DCO – Quais os principais pontos do programa do PCO?

Leon -O programa do PCO é muito conciso e muito alinhado com os objetivos nacional do partido, que são as bandeiras de luta que atendem a um programa nacional. O PCO, ao contrário de muitos partidos, ele defende e luta para que seja fortalecido o partido enquanto instituição legitimada a representar os interesses dos trabalhadores. 

Então, o programa do PCO é estruturado em cima de pautas populares como: estatização do serviço de saúde; não retorno das aulas até a efetiva vacinação, que é o fim do genocídio dos pobres; e controle popular por meio de conselhos operários. Mas acima de tudo o Fora Bolsonaro, e de todos os golpistas que estão expropriando o patrimônio popular.

DCO – Como os companheiros da esquerda que simpatizam com o PCO podem entrar em contato com a célula do Espírito Santo para participar das atividades?

Leon – O partido tem uma célula que se reúne aos sábados, conjuntamente com a célula do Rio. O PCO está iniciando os trabalhos aqui no Estado, com os nossos filiados que estão sendo trazidos ao partido, mas os contatos para aqueles que quiserem conhecer o partido e fazer parte da militância do PCO, pode ser feito pelo Henrique Simonard, que integra essa célula aqui no Estado mas ele pertence ao Rio, mas tem acompanhado os trabalhos que são realizados aqui no Estado, e através do meu contato que sou um membro recém integrado ao partido.

DCO – Obrigado pela entrevista, quais suas palavras finais?

Leon – Assim, nós assistimos agora uma eleição americana que é o maior retrato de como esse sistema está falido. Nós ganhamos a disputa de dois direitistas que tem uma visão totalmente imperialista, se matando, fraudando, a todo custo para obter o poder, o poder de uma das maiores nações do mundo. Porque? Porque o sistema está em queda. Então nós vamos viver momentos extremamente delicados nos próximos anos. E o partido, é um dos poucos partidos que conhece a história, e consegue, a partir disso, ter uma visão muito clara de futuro. Então, eu só posso, como um militante que acredita no partido, convidar a todos que tenham o interesse de integrar, que venha conhecer o partido, que venha assistir os trabalhos e os estudos do partido, porque vai ser um diferencial.

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