“Lembra o nazismo”: fascistas que atacaram caravana de Lula fazem parte da polícia

– “Isso lembra o nazismo!”, foi o que disse o ex-presidente Lula ao comentar o atentado a bala ao ônibus que conduzia jornalistas na sua caravana no sul do País. Ele mencionou as várias campanhas eleitorais presidenciais de que já participou, perdendo ou ganhando, e relata que nunca presenciou um ato violento como esse, que beirou o assassinato.

A caracterização do ato como atentado é inequívoca. “Não há precipitação alguma em se concluir o óbvio, que se há disparo de arma de fogo em direção a diversas pessoas em um ônibus, isso será considerado, em um primeiro momento, tentativa de homicídio, aqui e em qualquer lugar do mundo”, diz uma nota do delegado Wilkinson Fabiano Oliveira de Arruda, afastado da investigação do ataque contra os ônibus da caravana por ter sido considerado “superficial”.

Os ataques fascistas são respaldados por agentes políticos que propugnam abertamente a violência contra a esquerda, como Jair Bolsonaro (PSL) e a senadora Ana Amélia (PP), para não falar da contribuição da imprensa burguesa, que não se cansa de atacar Lula e o PT, como se eles fossem responsáveis por todo o mal e toda a corrupção no Brasil.

Alguns elementos desse grupo já foram identificados como membros da polícia. Tal fato só acentua a tese de que assistimos no país uma escalada real do fascismo, que historicamente tal como o nazismo, se serviu da violência de agentes da ordem para se desenvolver, com as terríveis consequências que hoje conhecemos.

É preciso deter o avanço da direita. Faz-se necessário também se preparar devidamente para reagir às ações violentas dos fascistas. Contrariando o preceito cristão, o próprio Lula afirmou em seu comentário que, diante de iniciativas hostis da direita, “não cabe dar a outra face”, mas sim reagir na mesma moeda.