Lei Anti-terrorismo: golpistas do Senado tentam caçar os movimentos sociais e a esquerda

malta

Da redação – Os senadores golpistas acabaram de ser barrados em sua tentativa de aumentar a repressão da extrema-direita através da Lei Anti-terrorismo. Segundo a imprensa burguesa, partidos de esquerda fizeram oposição, dentre os quais, o Partido dos Trabalhadores que denunciou as intenções da direita assassina. O principal fascista por trás da nova ofensiva, é o senador Magno Malta (PR-ES), parceiro das bancadas da bala e ruralista, que já na atual conjuntura, demonstra bem como será o governo de Jair Bolsonaro, no que se trata de perseguir os movimentos sociais, ao MST, o MTST e partidos de esquerda.

Essa ofensiva da direita contra o povo não deve ser subestimada, pois, quando a esquerda pequeno-burguesa tenta barrar essas ações através dos meios judiciais, nunca há de fato um resultado material positivo para as organizações dos trabalhadores. Deve ficar claro que a luta deve ser contra o golpe e nas ruas.

Como este diário operário vem alertando, os golpistas estão se aproveitando da oficialização do golpe, através da fraude eleitoral que elegeu Bolsonaro, para cumprir uma agenda direcionada pelos donos do golpe e criminalizar como “terroristas” – um clichê conhecido das ditaduras de direita – quem luta contra seu regime de terror e destruição. As mudanças fundamentais que os golpistas tentam colocar sobre a lei, na verdade, são as mesmas que essa extrema-direita tentou passar anteriormente, criminalizando ações dos movimentos contra os grandes latifundiários, grandes capitalistas, banqueiros e especuladores imobiliários que esses políticos representam, Porém, no período anterior, os golpistas ainda não tinham elegido um número grande da extrema-direita como agora. Esse é um problema fundamental no que se trata da crítica do PCO aos partidos da esquerda-pequeno burguesa participarem da fraude eleitoral como se não houvesse um golpe de estado em curso e se aprofundando com ameaças abertas dos militares.

O que de fato precisa ser demonstrado aqui, é o panorama geral desse conflito entre a classe trabalhadora e a burguesia, com um exemplo clássico.

Os grandes capitalistas controlam grandes empresas, construindo monopólios, parcerias entre eles, para dominar o mercado e a economia. As empresas de transporte público nas cidades, não são de nenhum cidadão comum, um desses “terroristas” que queima a sucata velha dos empresários corruptos. Esse cidadão não tem propriedades para conseguir abrir uma empresa de ônibus, conquistando-a com um grande projeto a concessão da prefeitura, isso é óbvio para qualquer trabalhador que se mata 12 horas por dia para ganhar um salário de fome. Assim, esses grandes tubarões, de famílias antigas, muitas vezes mantendo heranças desde a escravidão – ou antes -, controlam esses setores, ameaçando ainda, outros menores que tentem entrar no jogo. Após algumas situações que nunca são reveladas pela imprensa burguesa, que faz parte do mesmo setor – quando não é das mesmas famílias -, esses que nunca andarem de “busão” na vida, sucateiam totalmente o serviço e decretam falência para sair da área, deixando a dívida para o Estado. Finalmente, a população revoltada com a falta de ônibus, com a situações denunciadas neste diário, com a completa falta de investimento, falta de gasolina, pneus carecas, vidros quebrados, se revoltam por serem tratados dessa forma e queimam algumas dessas sucatas. São terroristas?

A população tem total direito de se revoltar com a falta de saúde, de educação de qualidade, de moradia, de terra, de transporte, contra o assassinato em massa pela polícia assassina e contra o Estado Burguês.

No mesmo sentido, vale perguntar: os sem-terra, que nasceram e vão morrer vendo grandes latifundiários com terras paradas, improdutivas, enquanto eles morrem de fome, são terroristas? É claro que não. São trabalhadores que em suas feiras pelo Brasil vendem toneladas de alimentos, que sustentam grande parte da economia nacional e são mortos todos os dias pela burguesia.

A burguesia golpista do Congresso, os “amigos” dos empresários, políticos financiados, como Jair Bolsonaro que, ilegalmente  recebeu dinheiro para campanha mas que nunca é investigado, ou como Temer, que já teve três processos arquivados, pretendem aumentar ainda mais a repressão, para liberar o assassinato sumário aos que forem “contra a lei”, a lei burguesa e genocida. Caso a população se revolte, como vem acontecendo com a destruição total dos serviços, contra a falta de terra para o povo, ou a falta de moradia, é disso que se trata a lei “anti-terrorismo”.

Por isso deve ser amplamente denunciada, bem como deve ser organizado um embate nas ruas contra os golpistas, construindo Comitês de Luta Contra o Golpe para barrar todas as medidas, derrotar o golpe e a ameaça dos militares.