“Lava Jato” no Peru: imperialismo quer condenação a 20 anos de prisão para Humala

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O ministério Público do Peru formalizou nesta terça-feira (7) a acusação contra o ex-presidente Ollanta Humala (2011 a 2016) e sua esposa, ex-primeira dama, Nadine Heredia, além de outras pessoas, por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O procurador German Juarez, um Dallagnol peruano, pediu 20 anos de prisão para Humala e 26 para Heredia. A operação supostamente investiga esquema de corrupção envolvendo recursos proveniente do Governo da Venezuela nas eleições 2006 e caixa dois com recursos da empreiteira brasileira Odebrecht nas eleições de 2011.

Ao estilo da operação brasileira as provas dos supostos delitos baseiam-se em ilações, contudo o teor técnico e jurídico por assim dizer da acusação é irrelevante, pois o que a caracteriza e a fortalece é o seu sentido político. Humala e Heredia são fundadores e líderes do Partido Nacionalista, o partido mais à esquerda e que governou o país. O objetivo evidente, e expresso pelo procurador peruano, é destruir este partido como parte de desorganização total da esquerda em marcha em diversos países, como no Brasil. O procurador deixa isso claro quando na peça acusatória solicita à justiça a dissolução do partido por ser uma organização criminosa, acusação a nós familiar.

Dar parte da Odebrecht a acusação expressa os interesses do imperialismo em destruir os concorrentes, no caso a empreiteira brasileira, eliminando-a da concorrência no mercado latino-americano.

A operação Lava Jato peruana, assim como a homônima no Brasil, é um instrumento do imperialismo para a perseguição política da esquerda e para a consolidação de seus interesses nos países atrasados e mostra a infiltração internacionalmente organizado do imperialismo nos poderes judiciários de diversos países.