Só cessarão com a privatização
A intenção do governo é clara, o judiciário destrói a empresa, e em seguida vende a preço de banana ao capital estrangeiro imperialista, exatamente como ocorreu na Itália em 1995.
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AGU vai ao STF para acelerar venda de refinarias da Petrobrás | Foto: Brasil247

O jornal Correio do Povo RS noticia a 75ª fase da Lava Jato, com busca e apreensão e bloqueio de valores investigados. A operação ocorreu no Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. E investiga suposto crime de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro na compra de navios lançadores de linha pela Petrobras.

A ação teve início com a delação de lobistas que dizem ter atuado na licitação junto a funcionários da empresa e políticos.

A notícia afirma que a polícia federal teve informações de que a Holanda tem investigações na mesma linha do ocorrido, uma vez que empresas holandesas foram beneficiadas na transação. 

A operação leva o nome de Boeman, figura mítica da Holanda que significa ‘bicho-papão’. E a Polícia Federal diz ter autorização de compartilhar os resultados das investigações com as autoridades holandesas.

Lembrando que em 2016 foram presos na 26ª etapa da operação, ‘Xepa”, o engenheiro agrônomo Antonio Claudio Albernaz Cordeiro pela 2ª vez e também seus três irmãos. Seus advogados alegaram que a prisão era indevida, já que seu cliente sempre prestou os esclarecimentos solicitados na investigação. A operação investiga a Construtora Odebrecht.

Passados tantos anos e estamos na operação de número 75, até agora só o que assistimos foi a destruição de grandes empresas nacionais como a Odebrecht do setor privado, e também da Petrobras. 

E este parece ser o alvo principal da lava-jato, ou melhor dizendo, da farsa a jato. Onde a empresa vem sendo destruída com a contínua política de investigações que só levam ao seu descrédito junto aos investidores e acionistas, e perda de capital nas bolsas. Ao mesmo tempo, o governo vem vendendo empresas do grupo, como a distribuidora, refinarias, produtoras de gás e por aí vai.

Tamanha demora em concluir o processo de investigação se deve à incompetência da justiça brasileira? Ou teremos outros interesses que justificam a demora em concluir?

É fato que quando a imprensa nacional e mundial ficam diariamente noticiando corrupções e desvios de verbas de uma empresa, seu valor no mercado cai e continua caindo enquanto não se tem uma conclusão definitiva. E este parece ser o objetivo principal. Deixá-la bem barata para vender para o imperialismo a preços módicos, quando não de graça e em parcelas infinitas sem cobrança de juros. Como no caso da Vale durante o governo FHC.

Comparando com a operação mãos limpas na Itália, cujo desfecho após anos de investigações teve como resultado a venda da petroleira italiana a outras nações imperialistas. Tudo indica que teremos desfecho igual.

Afinal, um dos compromissos de campanha do presidente fascista foi o de privatizar tudo, e o Guedes recentemente disse que privatizaria cinco estatais até o final do ano. Entre elas estão a Eletrobrás, a PPSA recém criada neste governo, os Correios, a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. 

Assim como no governo FHC as privatizações não resultaram em nenhum benefício ao país, agora o mesmo deve acontecer, pois a verdadeira intenção não é diminuir os gastos do governo, já que as estatais são superavitárias, mas sim de entregar o patrimônio brasileiro ao capital estrangeiro imperialista.

Na verdade usa-se a desculpa de que as estatais dão prejuízo ao governo, mas na realidade escondem o fato de que são retirados recursos dessas empresas para o pagamento de juros e a própria dívida aos bancos, os verdadeiros beneficiários do sistema capitalista. Isso à custa de fome, miséria e desemprego para os trabalhadores, que sempre é quem paga a conta, enquanto os 1% mais ricos aumentam mais sua riqueza.

Estamos diante de uma crise histórica do sistema, que aponta para sua derrocada final, já está sendo pior que a de 1929, conforme dados da ONU, FMI e demais órgãos internacionais. Essa situação aponta para o crescente repúdio da classe trabalhadora, que já estão nas ruas contra a política genocida dos governos burgueses.

Agora está faltando as lideranças da classe operária saírem do confinamento e organizarem a luta junto aos seus representados, os trabalhadores, que anseiam pela derrota final do capitalismo e passem a ocupar seu papel na história que é lutar pelo governo operário em todo o planeta. A centelha está acesa, logo chega o fogo ardente.

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