Ofensiva do latifúndio
Dirigente do Paraná e liderança dos maiores acampamentos do país e de terras griladas do Pará é mais uma vítima do latifúndio. É preciso reagir!
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Ênio Pasqualin é o quinto da esquerda para a direita | Imagem: reprodução

Na manhã deste domingo (25/10), o importante militante do do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná, Ênio Pasqualin, foi executado e seu corpo encontrando jogado na estrada do assentamento Ireno Alves do Santos, onde residia com a família.

Na noite do sábado, pistoleiros fortemente armados invadiram a residência de Pasqualin e o sequestraram e seu corpo foi encontrado na manhã do dia seguinte. Seu corpo foi encontrado com sinais de tortura e num claro sinal de execução no município de Rio Bonito do Iguaçu.

Ênio Pasqualin era dirigente do MST no Paraná e uma figura importante na luta pela terra no centro sul paranaense e um dos responsáveis pelas maiores ocupações do Estado do Paraná e dos maiores acampamentos do país em número de famílias. Na região possuem grande acampamentos com aproximadamente 3 mil famílias no total.

 

Ocupações do MST evidenciam grilagem de terras no Paraná

 

A região onde Pasqualin organizava a luta pela terra possui um dos maiores processos de grilagem de terras do estado do Paraná na atualidade. Desde 1996, a região é alvo de disputas entre a empresa madeireira Araupel, antiga Giacomet Marodin, cujas latifúndio possui aproximadamente 100 mil hectares de terras comprovadamente griladas e que desde 1996 parte já se transformou em assentamentos e áreas de ocupação de trabalhadores sem terra.

Desde o início das ocupações realizadas pelo MST nas terras da Araupel, a violência da direita e dos latifundiários é enorme.

No dia 7 de abril de 2016, dois integrantes da ocupação Dom Tomás Balduíno (Vilmar Bordim, 44 anos e Leomar Bhorbak, 25 anos), do MST na região de Quedas do Iguaçu, foram covardemente assassinados em uma emboscada feita pela própria Polícia Militar do Paraná em conluio com os latifundiários.

Relembre do caso acessando aqui: https://www.causaoperaria.org.br/acervo/blog/2016/04/10/mst-publica-nota-contra-massacre-no-parana/#.X5c-QYhKjIU

No mesmo ano, a polícia civil e polícia militar com apoio do governo e de parlamentares da direita realizaram uma operação para prender lideranças do MST que ocupam terras na região e 14 intergrantes do MST foram perseguidos e presos numa operação golpista chamada Operação Castra.

 

Atuação das milícias dos latifundiários no Paraná

 

O Estado do Paraná é conhecido pelas organizações de extrema direita e com características fascistas de defesa do latifúndio. Com características semelhantes da fascista União Democrática Ruralista (UDR), o Paraná possui uma quantidade grande dessas organizações. Sociedade Rural do Oeste do Paraná, Sociedade Rural do Centro Oeste do Paraná, entre muitas outras, são comuns para atacar e reprimir os movimentos de luta pela terra. Formada e apoiada por latifundiários, políticos da direita e por policiais militares atuam abertamente contra os trabalhadores sem terra e em diversos assassinatos na região.

Com Jair Bolsonaro na presidência de forma fraudulenta e total apoio aos ataques do governo contra os movimentos de luta pela terra essa situação vem se agravando cada vez mais e fortalecendo essas milícias de latifundiários onde muitas estão travestidas de empresas de segurança privadas, mas que não passam de pistoleiros do latifúndio legalizados.

O assassinato de Ênio Pasqualin pelos latifundiários mostra que a direita não está disposta de aceitar qualquer tipo de conversa ou acordo com os trabalhadores do campo e muito menos com os movimentos sociais de luta pela terra como MST ou LCP. Estamos vendo a utilização da Força Nacional contra o MST e LCP, ataques a lideranças de assentamentos e ataques na imprensa.

Fica evidente que não a direita vai avançar cada vez mais e é preciso reagir contra a direita e criar comitês de autodefesa contra a extrema direita e no campo isso fica ainda mais evidente e a necessidade de autodefesa.

Os movimentos de luta pela terra, sindicatos, partidos de esquerda e outros setores da esquerda precisam se organizar e criar comitês de autodefesa em todos os locais (bairros, acampamentos, assentamentos etc) para combater a violência da direita com apoio do estado.

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