Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit

A zona rural do município de Sorriso, Mato Grosso, foi palco de uma ação fascista que está se tornando muito comum após o golpe de Estado em 2016. No dia 20 do mês passado, cerca de 60 famílias sem-terra ocuparam o latifúndio chamado de Fazenda Caçula, na estrada do Morrocó.

Após a ocupação das famílias, os latifundiários se organizaram para expulsar as famílias e da maneira que queriam, nem mesmo com uma autorização da Justiça ou da Polícia Militar para disfarçar a ação.

As informações são que rapidamente mais de 40 caminhonetes cheia de pistoleiros e latifundiários chegaram intimidando as famílias e ameaçando todos os integrantes da ocupação do latifúndio. As famílias resolveram sair logo em seguida para evitar a violência.

Sem medo nenhum, os latifundiários ainda divulgaram um vídeo em que de maneira sarcástica afirmam que a desocupação ocorreu de maneira pacífica, chamando os sem-terra de vagabundos. O vídeo é tão absurdo que os latifundiários afirmam que “quem invadir fazendas aqui na região, vai sair”, “não vamos esperar judiciário nem nada” e ainda ameaças de morte como “vai sair ou vai ficar, né?”, apontando para o chão em referencia a enterrar quem não sair.

Os latifundiários ainda afirmam o apoio ao fascista Bolsonaro “todo mundo aqui apóia o Bolsonaro 2018, para acabar com esses vagabundos”.

Não é por acaso que o estado de Mato Grosso vem despontando como um dos mais violentos contra as famílias de trabalhadores que lutam por um pedaço de terra para trabalhar, onde na última década sempre está entre os que mais matam trabalhadores rurais, indígenas e quilombolas que lutam pela terra.

Segundo informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que realiza anualmente um relatório sobre os conflitos no campo, no Mato Grosso o número de conflitos mais do que dobrou entre 2014 e 2016. E segundo a ONG Fórum de Direitos Humanos e da Terra, 136 trabalhadores rurais foram mortos em conflitos por terra no estado nos últimos 30 anos.

No ano passado o município de Colniza foi palco de uma chacina onde nove trabalhadores foram assassinados na Gleba Taquaruçu do Norte, morte encomendada por latifundiários da região.

É importante ressaltar que essas milícias sempre existiram, mas tinham que atuar de maneira escondida. Mas com a situação atual de ofensiva contra os movimentos de luta pela terra, essas milícias atuam abertamente, como visto no vídeo e com ameaças de morte a quem ocupar terra.

Essa atitude fascista está sendo estimulada pela imprensa e pelos golpistas para criar um clima de guerra civil no campo, numa clara tentativa de impedir a luta pela terra e contra o governo golpista e impor as medidas de terra arrasada e entrega das riquezas naturais para os latifundiários e as empresas estrangeiras.

Fica clara a necessidade das famílias sem-terra, indígenas e quilombolas lutarem pelo direito de autodefesa diante da formação e violência das milícias fascistas criadas pelos latifundiários.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas