Discriminação de gênero
Segundo estudos, a discriminação entre os gêneros no país, apenas na área rural, é 66% maior que a média mundial, o que é fruto da exploração capitalista que vivemos.
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As trabalhadoras do campo são sempre colocadas em condição de inferioridade. (vermelho.org.br) |

Um grande latifundiário de Pato de Minas foi absolvido pela Justiça do Trabalho de Minas Gerais, em uma ação que pedia a condenação por discriminação de gênero no processo de contratação de mulheres para o cargo de operador de máquinas. O produtor rural já havia sido absolvido pelo juiz da Vara do Trabalho de Patos de Minas e por unanimidade dos desembargadores da 11º turma do TRT-MG, para eles a ausência de mulheres na função é decorrente da falta de candidata às vagas.

Na ação, movida pelo Ministério Público do Trabalho, o fazendeiro teria como condenação, parar de praticar atos discriminatórios, principalmente no processo de contratação das trabalhadoras. Caso não cumprisse, pagaria uma multa de R$ 10 mil por trabalhadora prejudicada. O órgão também reivindicou uma indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 220 mil.

De acordo com os documentos apresentados de 2012 a 2017, apenas no ano de 2011 foram contratadas 6 trabalhadoras para a função de operadora de máquinas, e em 2012 todas foram dispensadas sem justa causa. Analisando os documentos, também fica claro que a maioria das mulheres que trabalham na fazenda, exercem funções como: faxineira, copeira e ajudante rural. Enquanto os homens ocupam funções como operadores de máquinas, controlador, contador, fiscal de turma, auxiliar administrativo, motoristas e técnico de vendas.

Mesmo com esses dados, o fazendeiro nega todas as acusações. Segundo ele, ele nunca fez discriminação de gênero, sexo, religião e idade e tem uma grande dificuldade em contratar mulheres para as vagas dos trabalhadores rurais, principalmente para os serviços mais pesados.

Sendo assim, claro, o Estado burguês absolveu mais um grande latifundiário.

Segundo estudos, a discriminação entre os gêneros, no país, apenas na área rural, é 66% maior que a média mundial.

É preciso ter claro que essas desigualdades, assim como a dupla jornada e a renda inferior, são frutos da exploração imposta pelos capitalistas. Toda classe trabalhadora, principalmente as camponesas, são brutalmente reprimidas e colocadas em condição de inferioridade. Nesse sentido, fica claro que a igualdade entre os gêneros não será resolvida por esse Estado capitalista que é o grande vilão das mulheres, e sim com o fim do capitalismo.

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