Censura
À medida que o julgamento de Julian Assange progride, o posicionamento da imprensa burguesa frente à isso se torna cada vez mais coerente com sua agenda imperialista.
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WikiLeaks founder Julian Assange arrives at the Westminster Magistrates Court, after he was arrested  in London, Britain April 11, 2019. REUTERS/Hannah McKay
Julian Assange, jornalista que denunciou crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos. | Foto: Reprodução.

Um dos principais veículos responsáveis por desmascarar o imperialismo e seu modus operandi foi o Wikileaks. O site foi fundado por Julian Assange, jornalista que, em 2010, foi responsável por publicar vídeos, documentos e telegramas que provavam que as grandes potências e, principalmente, os Estados Unidos, utilizam de seu aparato para dominar países atrasados e massacrar suas populações, como é o caso do vídeo intitulado Collateral Murder, o qual mostra cerca de 12 pessoas sendo assassinadas pelo exército estadunidense no Iraque.

Desde então, o imperialismo, vestido com o traje da CIA, persegue Assange internacionalmente numa luta incansável por sua prisão e, finalmente, sua censura. No ano passado, após passar alguns anos exilado na embaixada do Equador na Inglaterra, Assange foi expulso do local pelo governo golpista de Lenin Moreno e, consequentemente, foi preso pela polícia inglesa. Em seguida, iniciou-se seu julgamento, que, após uma pausa devido à pandemia do coronavírus, prepara sua extradição para que possa ser torturado pelo governo dos Estados Unidos.

Todavia, como de se esperar, o julgamento de Assange não é, nem de longe, algo normal. É, acima de tudo, um gigantesco ataque à liberdade de expressão de Assange e, consequentemente, a toda a imprensa progressista. Não passa de mais uma tentativa do imperialismo de calar toda e qualquer denúncia feita contra sua política genocida, utilizando do aparato judiciário inglês para realizar sua vontade.

Com isso, Ken Loach, um dos maiores cineastas de todos os tempos, veio a público denunciar a situação de Assange. Em uma entrevista, Loach colocou que o que vem ocorrendo com Assange é um completo absurdo. Entretanto, volta sua crítica à imprensa internacional, que coloca uma venda e vira as costas para o caso de Julian, responsável por denunciar os crimes de guerra que os Estados Unidos já cometeram.

Todo mundo conhece a história real, todo mundo pode ver, não podemos acreditar que alguém foi enganado. Não é espionagem, isso é jornalismo! Quando você tem um político de direita como David Davis dizendo que Julian Assange é um prisioneiro político é porque todo mundo sabe disso. O Guardian sabe que publicou suas histórias e depois o deserdou, a BBC sabe disso, o Channel 4, todos os editores sérios dos programas de notícias ‘sabem que esta é a verdade’ e ainda assim eles se calam, o jornalista se cala, os advogados se calam, denuncia Ken.

O caso Assange é a perfeita prova de que a imprensa burguesa está completamente à serviço dos interesses do imperialismo. Ademais, é uma ótima oportunidade para denunciar sua arbitrariedade quanto às denúncias que faz: quando ataca o governo da China, que se protege contra os ataques que o imperialismo tem promovido em Hong Kong, mas não ataca o forte viés presente no julgamento de Assange; é impossível tirar outra conclusão senão a de que representa unicamente a burguesia.

Finalmente, não existe absolutamente nenhum aspecto de democrático e/ou humanitário dentro da grande imprensa. Acima de tudo, representa um dos principais meios pelo qual a burguesia se mobiliza contra a classe trabalhadora, escondendo e distorcendo absolutamente tudo que possa significar uma afronta à sua hegemonia. É daí que vem a importância de uma imprensa independente e, mais importante, revolucionária. No final, é a única forma de garantir que os interesses da classe operária sejam respeitados e, nesse caso, que a soberania dos países atrasados seja mantida.

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