EUA
A imprensa da burguesia imperialista está fazendo uma campanha cínica em torno da candidatura de Herris Kamala, passando a ilusão de que sua vitória seria uma vitória para o povo
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Kamala Harris
A candidata dos sonhos... do imperialismo | Foto: Reprodução

No dia 11 deste mês de agosto, o Partido Democrata escolheu a senadora Kamala Harris como vice-presidente a concorrer na eleição a Presidente da República que está marcado para ocorrer em novembro deste ano. A dupla concorrerá com Donald Trump e Mike Pence, notórios políticos de extrema-direita. A sua candidatura a vice está sendo entusiasticamente aplaudida por toda imprensa burguesa e por setores da esquerda pequeno-burguesa. 

A manobra por trás da candidatura de Harris é o identitarismo, por meio do propagando e o famigerado chavão “negra, mulher, imigrante”. Isso mostra duas coisas: primeiro, que uma ala importante do imperialismo norte-americano está de comum acordo com a candidatura direitista Biden-Herris e apoiando de forma animadora, até mesmo melosa e artificial. Segundo, que o próprio identitarismo é apoiado pela burguesia imperialista para realizar suas manobras, a fim de resgatar seus regimes políticos que estão profundamente em crise, devido à crise mundial desses monopólios e do próprio regime econômico, o capitalismo.  

A propaganda identitária faz uma enorme demagogia com a questão da luta democrática das mulheres por seus direitos fundamentais. E, na realidade, a distorce completamente. O que está sendo vendido nas páginas dos jornais da burguesia é que uma vitória do Biden seria uma grande vitória das mulheres na luta pela sua emancipação social. Nada mais fraudulento 

Biden é um político de carreira do próprio imperialismo, inclusive muito mais alinhado aos seus interesses no esmagamento dos povos dos países atrasados que Trump, já que este último é extremamente crítico como um governo norte-americano e se contrapõe, numa certa medida, a esses interesses. A escolha de Harris não passa de uma enorme farsa. A senadora não luta e nunca lutou pelas mulheres, tampouco pelo direito a imigração no país cuja burguesia é hostil e escravagista com os imigrantes. Na verdade, a senadora não passa de um serviçal político dessa burguesia que oprime sistematicamente as mulheres, tanto dentro do seu país quanto fora. Já que Biden e Harris apoiam inúmeros golpes de Estado mundo a fora, inclusive no Brasil, que impõem governos que sufocam os direitos das mulheres e colocam em marcha um programa fascista para a massa das mulheres, transformando-as em escravas do lar. 

Essa caracterização burguesa e pequeno-burguesa da luta das mulheres é apenas uma manobra política para salvaguardar o regime político norte-americano da profunda crise política que se encontra, devido as mobilizações de massa que se insurgiram contra esse regime e a profunda crise econômica que o país enfrenta. É preciso denunciar essa manobra do imperialismo norte-americano para salvar o regime político dos capitalistas e propor uma mobilização revolucionária das mulheres para derrubar seu maior carrasco: o imperialismo e seu regime político e econômico. 

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