Plano golpista
Burguesia desenvolve um programa que afasta os jovens da participação política pela via da despolitização
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Reabertura do Horto Florestal após flexibilização da quarentena da covid-19, na zona norte.
Juventude negra brasileira | Foto: Reprodução

O número de eleitores aptos a votar nas eleições municipais deste ano aumentou. Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 177.682 eleitores devem ir as urnas neste ano e escolher o prefeito e os vereadores que irão assumir o mandato em 1° de janeiro de 2021. No entanto, apesar do crescimento de eleitores, o número de jovens aptos a exercer o direito diminuiu.

Araraquara, Amazonas e o Brasil de conjunto

Em Araraquara, por exemplo, no ano de 2016 o número de eleitores aptos a votar entre 16 e 17 anos – quando o voto não é obrigatório-, era de 740. Neste ano, o número de jovens despencou para quase a metade, apenas 410 jovens. Já no Estado do Amazonas, o número baixou de 510 mil eleitores jovens para 466 mil este ano, o que corresponde a 18% do total dos amazonenses aptos a votar.

Em números gerais, nacionalmente estão aptos a votar este ano pouco mais de 1 milhão de eleitores desse grupo etário (16 a 24 anos), número 55% menor que o contabilizado em 2016. Esses jovens representam 0,7% do eleitorado contra 1,6% na última eleição municipal.

De Norte a Sul do País, a juventude se vê cada vez mais excluída das eleições, um fenômeno que se desenvolve há muito tempo.

Política golpista para esta camada social

Esta queda da participação da juventude nas eleições é um resultado direto da política golpista, que usando a crise da pandemia do coronavírus como desculpa reduziu o alistamento eleitoral mas também desenvolve um programa que afasta os jovens da participação política pela via da despolitização, o que não é combatido pela esquerda pequeno-burguesa e pelas organizações de luta da juventude.

É preciso falar que a despeito de toda demagogia feita pela imprensa capitalista, o fato é que os jovens estão cada vez mais marginalizados da vida política.

Agora com a reabertura criminosa das escolas em todo País, faz-se ainda mais necessário a presença da juventude em uma política revolucionária, ofensiva, que oriente os estudantes para uma posição classista de luta, que incentive um debate democrático, uma unidade de ação e que agregue todos os setores da juventude, nas escolas, nas universidades, nos postos de trabalhos, para uma política efetiva e coerente que contemple seus interesses e faça-os valer na marra.

Um programa revolucionário para a juventude

Lembramos que a AJR, Aliança da Juventude Revolucionário, coletivo da juventude do PCO tem um programa próprio para esta camada social e convoca a ampla participação deste setor a se engajarem na defesa de um programa revolucionário. Veja o programa da AJR para as eleições, mas também fora delas.

“1. Fora Bolsonaro. Chamar atos públicos em todo país e organizar uma verdadeira mobilização pela derrubada do governo e novas eleições, com a participação de Lula. Restituição de seus direitos políticos.

2. Aliança operária e estudantil para impulsionar a luta contra o fascismo, contra os ataques aos trabalhadores e à juventude.

3. Lutar por uma assembleia nacional constituinte, livre, democrática e soberana, resultado da mobilização revolucionária das massas contra o atual regime golpista.

4. Por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo.

5. Não ao Ensino a Distância (EAD) em todos os níveis, pelo cancelamento do ano letivo. Volta as aulas só com o fim da pandemia e com vacina, fechamento das escolas que estão funcionando. É necessário um plano de luta para toda a juventude, organizar atos em todas as capitais contra a volta às aulas. Por uma greve nacional da educação contra o EAD e a volta às aulas, formar comitês de luta estudantil em todos os lugares

6. Suspensão do ENEM e dos vestibulares. Garantia de livre acesso às universidades públicas para todos os alunos. Nenhum financiamento do ensino privado. Isenção das mensalidades e taxas para todos os alunos desempregados.

7. Luta pelo governo tripartite, a comunidade acadêmica – alunos, funcionários, professores e pais – precisam ter direito de decidir sobre a política e medidas a serem tomadas pelas instituições de ensino, sendo a maioria, os estudantes, detentores do maior peso nas votações. Ter direito a decidir quanto ao calendário acadêmico, a retomada das aulas e a organização autônoma dos recursos.

8. Pelo fim do vestibular. Os vestibulares representam um afunilamento e seleção daqueles que podem entrar no ensino superior. O ensino superior deve ser aberto a todos, uma continuação direta dos outros níveis de ensino. A burguesia durante o golpe aprofundou os ataques as poucas formas de acesso da população pobre as universidades, assim como a política de privatização das universidades. Mesmo as cotas, um direito parcial garantido a população pobre, está se tornando terreno de perseguição aos estudantes. É necessário o fim de qualquer restrição ao acesso as universidades.

9. Fim do ensino pago. Estatização de todo o ensino em todos os níveis. Não a cobrança das mensalidades enquanto não houver vacinação, sem cobrança enquanto as aulas estiverem paralisadas.

10. Por condições de vida e ampara aos estudantes das moradias universitárias. Não ao sucateamento das moradias e bandejões. Proibição das expulsões de alunos das moradias. Proibição dos jubilamentos.

11. Não a demissão de funcionários e professores das escolas e universidades.

12. Trabalhar menos para que todos trabalhem. Máximo de 35 horas de trabalho semanal, com jornada máxima de 7h por dia e escala móvel das horas de trabalho (reduzir jornadas sem reduzir salários). O desemprego é um dos pontos cruciais da exploração dos trabalhadores brasileiros, a juventude é o principal foco desta crise, por isso, seu direito ao trabalho precisa ser garantido, a juventude trabalhadora não deve pagar pela crise gerada pelos capitalistas.

13. Fim das escolas militares. A ditadura dos golpistas visam transformar as escolas em um ponto de controle social e ideológica ditatorial. Impedindo a organização dos estudantes e a luta tradicional da juventude, setor mais radicalizada da sociedade. As escolas militares são em um enclave da burguesia nos principais locais de discussão e organização política do país, seu é uma derrota para a ditadura e o fascismo.

14. Abaixo a repressão: dissolução da PM e de todo aparato repressivo; legalização das drogas.

15. Por candidaturas de jovens e lutadores pelas reivindicações da juventude e dos trabalhadores.”

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