Justiça patronal: sob o golpe da direita, despenca número de ações trabalhistas

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Apenas seis meses de vigência da reforma trabalhista golpista já foram suficientes para a redução de 40,8% do número de processos em relação ao mesmo período de 2017.

Agora entrar com um processo é mais difícil para o trabalhador. Vencê-lo, mais ainda. E a derrota, muito além de só significar a perda dos direitos reivindicados, obriga o trabalhador a arcar com todas as despesas do processo judicial. Ou seja, a reforma facilitou para as empresas, que têm um arsenal de advogados qualificados e a justiça burguesa a seu favor, e dificultou muito para os trabalhadores que, além de explorados no trabalho, agora também são explorados na justiça.

Outro exemplo importante da diminuição prática de direitos do operário é a redução dos pedidos de indenização por danos morais e insalubridade. Dos 70 mil a 80 mil pedidos anteriores, agora os números caem para 15 mil a 20 mil. Isso porque esses processos são mais suscetíveis a interpretação do juiz, que favorece o processo para o lado do patrão.

A diminuição do número de casos não deve ser entendida, pois, como consequência da “melhoria” das condições de emprego. Pelo contrário: além dos empregos ruins, insalubres e mal remunerados, agora o trabalhador deve enfrentar a justiça cada vez mais descaradamente burguesa e sectária.

Dessa forma, não é possível acreditar na justiça como forma de redenção social. Apenas a greve geral, o povo organizado em luta nas ruas pode trazer tudo o que ele almeja.