Censura avança no Brasil
A censura é sempre seletiva. Enquanto a CBV deixa jogadores se manifestarem a favor de Bolsonaro, procura punir Carol para inibir a manifestação de outros jogadores progressistas
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Carol Solberg em ação no vôlei de praia. | Foto: FIVB/Fotos Públicas

Duas entidades solicitaram serem incluídas no processo da justiça desportiva que julgará Carol Solberg. A atleta de vôlei de praia gritou “Fora Bolsonaro” ao final de uma entrevista, logo após conquistar o bronze na etapa de Saquarema do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) pediram para entrarem como “amigos da corte” (amicus curiae), citando entre outras coisas o direito à liberdade de expressão constante na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.

Ao rejeitar o pedido, o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) cinicamente apontou que a denúncia trata apenas de questões desportivas. Como se a atleta tivesse agredido outra durante um jogo ou cometido alguma infração grave às regras do esporte.

Cabe ressaltar que a declaração de repúdio ao ilegítimo presidente, eleito a partir de uma fraude eleitoral, aconteceu em entrevista após a disputa esportiva.

O episódio chama mais a atenção quando comparado com outros, quando atletas manifestaram apoio ao fascista Jair Bolsonaro, que recém eleito entregou o troféu de Campeão Brasileiro de 2018 ao Palmeiras. O jogador Felipe Melo chegou a bater continência para seu ídolo nesse momento bisonho da história do clube paulista. O volante, no ano anterior, fez declarações contra uma Greve Geral, quando pediu “pau nos vagabundos”.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), há dois anos, defendeu a liberdade de expressão dos atletas Wallace e Maurício Souza (ambos da seleção brasileira de vôlei). Em fotografia, posaram com gestos representando o número 17, uma referência ao número do PSL, legenda política alugada pela candidatura de Bolsonaro.

Como o PCO alerta recorrentemente quando a esquerda corre para comemorar quando algum direitista eventualmente (e pontualmente) é censurado, a censura é uma arma da burguesia. A liberdade de expressão só pode ser defendida com clareza como um valor absoluto.

Da mesma forma que qualquer lei repressiva, a censura é um instrumento na mão da classe social que detém o poder político. Enquanto alguns idealistas preferem acreditar que a justiça é uma entidade superior, alheia ao bem e ao mal, como representado na figura mitológica, quem de fato aplica essas leis são figuras nefastas como Sérgio Moro, Marcelo Bretas ou Gabriela Hardt.

A mãe de Carol, a ex-ponteira da Seleção Brasileira de Vôlei Isabel e um dos maiores ídolos do esporte nacional, publicou em seu aniversário de 60 anos um vídeo em apoio à filha e repetiu o grito que está na boca do povo brasileiro: “FORA BOLSONARO!”.

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