Justiça libera leilões de privatização da Eletrobrás

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Da redação – No começo deste mês, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), passou por cima da Constituição e abriu um requerimento de urgência para votar a entrega da Eletrobras, e agora, o desembargador federal André Fontes, presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), suspendeu uma liminar que impedia o leilão de seis distribuidoras subsidiárias da Eletrobras. O leilão foi suspenso pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) seguindo determinação da 19ª Vara Federal do Rio de Janeiro, em ação da Associação dos Empregados da Eletrobras (AEEL).

O desembargador afirma ainda, ter levado em conta a alegação dos golpistas de que a situação financeira das distribuidoras é ruim, o que demonstra que o mesmo está alinhado ao bloco entreguista e com essa farsa total. Segundo a União, a venda seria “essencial para garantir a sustentabilidade da Eletrobras, sobretudo, diante do cenário de crise fiscal da União”, porém, os valores serão, como sempre, infinitamente menores do que a gigantesca empresa vale. É uma entrega e não uma venda.

Anteriormente, a votação de emergência passou com 226 votos a 47 e essa medida, dos capachos do imperialismo, visava exatamente modificar os leilões e retirar do debate aprofundado das comissões – onde se pode denunciar e ter mais tempo para impedir a entrega.

Frente à essa situação de roubo da estatal, na última terça feira, 17, os trabalhadores e sindicalistas ligados à Eletrobras iniciaram uma greve contra a privatização da empresa e os ataques que os trabalhadores vem sofrendo. Reivindicam a demissão do atual presidente da empresa Wilson Ferreira Junior.