Justiça golpista não vai acabar com ataques às mulheres: só a organização as protege da extrema-direita

WhatsApp-Image-2018-03-05-at-9.49.08-AM

Um fórum de debates, realizado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) junto de parceiros como a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres demonstra a preocupação de alguns juristas com a defesa dos direitos dessas minorias como a aqui representada.

Trata-se de um Fórum de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher (Fonavid), e que acontecerá no Recife entre os dias 12 e 15 de novembro, com o tema “Violências machistas: desafios do sistema de Justiça”, a expectativa é reunir cerca de 200 profissionais da área jurídica para a troca de experiências a partir de debates, palestras e oficinas sobre temas ligados ao combate e prevenção da violência contra a mulher, abordando assuntos como patriarcado jurídico, vulnerabilização psíquica, questões de gênero e outros.

Resultado de imagem para mulheres atacadas

Mas, se, a exemplo desse Fórum, é verdade que existe uma preocupação por parte de um setor da sociedade civil com essas minorias, também é fato que, com a subida do presidente eleito pelas eleições fraudadas, o fascista Jair Bolsonaro (PSL), não haverá garantias de que essa luta tenha uma resguardo que se espere.

O candidato fascista eleito pela fraude eleitoral criada pelo imperialismo tentou mascarar sua tendência racista, homofóbica e misógina convocando uma equipe que elaborou um documento chamado “Manifesto à Nação”, com o objetivo de responder às acusações de racismo, misoginia, e melhorar a sua imagem mesclada a de um fomentador da ditadura militar que se instala no país. Aliás, a sua admiração ao Coronel Ustra o coloca como defensor e propagandista do terror da ditadura de 64 que lesou e matou muitos militantes e opositores do regime, o que tem sido umas das principais críticas de movimentos sociais, mulheres e minorias. Isso pra falar o mínimo, pois a onda de ataques da extrema-direita contra mulheres que vem sendo noticiado na média e que ganham projeção motivadas pelas palavras amplamente divulgadas por ele e seus seguidores, dá sinais do que representa esse governo que traz, e é um sério indicativo da necessidade de se buscar medidas apropriadas para resistir e aniquilar essa onda.

Se esse é o presidente anunciando seu governo fascista, o Estado, cuja política será por ele traçada não deixará por menos. O que equivale a dizer que os poderes como o judiciário, que, diga-se de passagem legisla de forma ilegítima, não tem um controle popular, faz o que quer, e foi a principal alavanca do golpe de Estado que se aprofunda com as eleições fraudadas para presidente, não será de forma alguma como se espera com um fórum como o aqui noticiado um guardião e a salvaguarda dos direitos de minorias como são as mulheres, mas também Negros, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros.

Entretanto, para que ocorra uma verdadeira salvaguarda de direitos e uma resposta à altura da violência sofrida pelas mulheres e os demais grupos, é preciso que esses grupos  se reúnam e se organizem em comitês de luta e resistência contra o fascismo, com a certeza de não haver outro caminho senão o de mobilização em conjunto, reunindo a todos e todas para que, dessa forma, possam encontrar esforços e recursos para viabilizar uma alternativa eficaz contra esses atos de violência vil e covarde.