Justiça golpista: MP de São Paulo inventa acusação contra Haddad no meio das eleições

haddad

O Ministério Público de São Paulo desencadeou uma verdadeira caçada ao candidato à vice-presidente de Luís Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad.

A manobra do MP paulista consiste em dar andamento a ações movidas contra o ex-prefeito quando ainda estava no exercício do cargo, como é o caso de suposto superfaturamento nas obras do trecho da ciclovia Ceagesp-Ibiraupera, na capital paulista, ou ainda se utilizar dos depoimentos de empreiteiros, presos pela operação Lava-Jato, que em troca da redução de suas penas forjaram todo tipo de denúncias contra politicos do PT, a fim de atender os ditames do golpe, conforme a orientação da “República do Paraná”, encabeçada pelo serviçal funcionário do governo norte-americano, o juizeco de 1a instância, Sérgio Moro.

Semana passada foi requentada a denúncia da ciclovia, agora, no último dia 27, foi a vez do MP, em ação movida por improbidade administrativa pelo promotor Wilson Tafner, acusar Haddad por enriquecimento ilícito, por suposto recebimento de caixa dois no valor de R$ 2,6 milhões da UTC Engenharia, baseada em depoimentos de Ricardo Pessoa e Walmir Pinheiro, respectivamente ex-presidente e ex-diretor financeiro da empreiteira. Além de Haddad, a ação pede a condenação de outros seis acusados, entre os quais José de Filippi Júnior, ex-secretário de Saúde na gestão do petista.

Como é peculiar a todos os processos-farsa montados contra os petistas, não existem provas de crime, mas apenas a palavra dos empreiteiros. A canalhice chega ao ponto do promotor do MP sustentar que Haddad “tinha pleno domínio”do fato. Quem não lembra de todo jogo sujo usado contra um outro dirigente do PT, José Dirceu, que foi condenado no primeiro processo fraudulento de perseguição ao seu partido denominado “Mensalão”, sob o argumento de que “era o chefe” e como “chefe”, tinha pleno “domínio do fato”?

A “teoria do domínio do fato”, diga-se de passagem, é absulutamente alheia ao ordenamento jurídico brasileiro e foi, como era o seu propósito, utilizada sem nenhuma prova material contra Dirceu e outros dirigentes petistas, como Delúbio Soares e João Vacari.

As acusações contra Haddad são uma demonstração de como os golpistas não tem a minima preocupação em esconder seus inescrupulosos objetivos. Ao mesmo tempo em que pressionam o PT a abandonar a candidatura Lula em favor do seu vice, pois o ex-presidente é “ficha suja”e, portanto, está “fora das eleições”, já ensaiam as cenas dos próximos capítulos para destruir o eventual candidato Haddad.

Esse quadro serve de alerta para os setores de dentro e de fora do PT, que se deixam levar pelo “canto doce da sereia”e acreditam por uma fé cega ou por interesses não tão elevados que o “Plano B” será capaz de derrotar o golpe de Estado.

O imperialismo e os seus capachos brasileiros não deram um golpe para entregá-lo via eleições. A candidatura Lula para ter a possibilidade de ser vencedora terá de se dar no marco de uma intensa luta de classes. Uma candidatura Haddad, em substituição à Lula, além de representar um arrrego diante do golpe é uma incognita, que o PT não deveria pagar par ver.