Justiça golpista concede liminar de reintegração de posse contra MST em tempo recorde

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) da Paraíba está realizando uma série de ocupações de terra na Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, realizada todos os anos no mês de abril.

Uma das ocupações realizada no último dia 10 de abril, que relembra o massacre de Eldorado dos Carajás e pela liberdade de Lula, foi realizada por mais de 200 famílias no latifúndio do senador Zé Maranhão (PMDB), chamado de Fazenda Volta, no município de Tacima (PB).

Logo após a ocupação, a policia militar chegou para intimidar e ameaças as famílias. Mas o que chama a atenção é que em poucas horas de ocupação, o juiz da 1ª Vara Mista da Comarca de Araruna concedeu a liminar de despejo contra as famílias, um tempo recorde para reintegrações de posse. A juíza Clara de Farias Queiroz, de maneira arbitrária, passou por todos os procedimentos legais, sem marcar audiência prévia e não poder tratar de conflitos agrários.

As arbitrariedades do judiciário estão cada vez mais corriqueiras e escancaradas, onde os juízes só encontraram as condições adequadas para essas atitudes após o golpe de Estado. O caso mais evidente é a perseguição aos movimentos de esquerda, mas em especial ao presidente Lula, que está preso sem nenhuma prova, em segunda instância e foi julgado em tempo recorde.

Esses dois exemplos são claros e evidenciam o papel do judiciário golpista, que é de defender a todo custo os interesses de latifundiários e do imperialismo. Por isso, não se deve ter nenhuma ilusão na justiça burguesa seja na luta pela terra ou na defesa de lideranças populares.

Somente a luta dos trabalhadores e explorados, tomando as ruas, bairros populares e as fábricas podem garantir a conquista dos direitos da classe trabalhadora, e nesse caso a liberdade do ex-presidente Lula.