Justiça golpista arquiva caso de jovem negro brutalmente assassinado pela polícia

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A Justiça de São Paulo arquivou a investigação sobre o caso do assassinato do jovem Leandro de Souza Santos, 18 anos, cometido por PMs da Rota – esquadrão da morte da PM de São Paulo – durante uma ação na favela do moinho, região Central da capital Paulista.  A juíza Renata Mahalem da Silva, desavergonhadamente, acolheu o decisão dos fascistas do Ministério Público que inocenta os dois assassinos, alegando que agiram em legítima defesa. Um escárnio contra os direitos democráticos e contra a população pobre de todo o País promovido pelos fascistas e golpistas do MP e do Judiciário.

Todas as provas apontam no sentido de que Leandro foi torturado e em seguida executado pelos policiais, sem motivo algum. Além disso ficou absolutamente comprovado que os policiais forjaram troca de tiros, para justificar a execução, já que nem mesmo foi encontrado, pela perícia, qualquer vestígio de pólvora nas mãos de Leandro.

O caso ocorreu em 27 de junho do ano passado, durante uma “operação” da Rota – que mais se parece com a Cripteia, rito de passagem em que jovens espartanos, na antiguidade, iam aos campos assassinar indiscriminadamente os hilotas (escravos), para demonstrar sua dominação e aterroriza-los todos os anos – na favela do moinho, o jovem teria se assustado, com razão devido a brutalidade destes indivíduos, com a abordagem dos policiais e entrado na casa de uma vizinha. Os policiais entraram atrás dele, impediram que qualquer pessoas entra-se na casa, inclusive a dona.

Os momentos que Leandro passou nas mãos desses assassinos foram, sem dúvida, terríveis, após determinado tempo os assassinos da PM saíram com o corpo de Leandro, morto com oito tiros. Leandro, tudo indica, foi torturado, no reconhecimento constatou-se hematomas e os dentes do jovem estavam quebrados, arrancados. A moradora da casa encontrou um martelo com sangue de Leandro, muito possivelmente usado para torturá-lo. Um martelo!

A bestialidade da PM só é superada pela desumanidade do Judiciário brasileiro que apoia e aplaude tudo isso. A juíza ignorou todas as provas de que foi uma execução sumária, brutal e vil e aceitou a decisão da MP fascista. Os dois torturadores assassinos vão voltar às ruas. A direita que domina o Judiciário apoiando-se no golpe de Estado sente-se a vontade para pisar nos direitos do povo trabalhador, dos negros, do pobre e incitar a violência brutal do Estado contra estes. Este arquivamento significa que o assassinato e a tortura do povo pobre e negro está permitido pela Justiça golpista.