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Coronavírus
Justiça e JBS obrigam operários a trabalhar com risco de coronavírus
Desde o dia 19, os trabalhadores de Forquilhinha e Nova Veneza dos abatedouros do gruo JBS/Friboi, vêm lutando para evitar o contágio do coronavírus, apesar do TRT
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Coronavírus
Justiça e JBS obrigam operários a trabalhar com risco de coronavírus
Desde o dia 19, os trabalhadores de Forquilhinha e Nova Veneza dos abatedouros do gruo JBS/Friboi, vêm lutando para evitar o contágio do coronavírus, apesar do TRT
A exposição dentro dos frigoríficos é grande. Imagem: reprodução.
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A exposição dentro dos frigoríficos é grande. Imagem: reprodução.

Os patrões começam a ficar desesperados, uma vez que os trabalhadores estão se mobilizando contra o verdadeiro abandono dos patrões diante da epidemia do coronavírus e, um dos setores da produção no país, os frigoríficos são o maior exemplo disso.

Desde a semana passada, na quinta-feira (19), os trabalhadores da JBS/Friboi, e Seara, localizadas em Forquilhinha e Nova Veneza, municípios da cidade de Santa Catarina que os trabalhadores resolveram paralisar suas atividades em consequência do coronavírus.

Conforme a direção do Sindicato os trabalhadores do turno da manhã, em Forquilhinha não entraram. Eles estão lutando pela saúde deles, para não estarem confinados e exigiram a liberação do trabalho, o que não foi atendido pela empresa.

O sindicato diz ainda que, conforme decreto do governador de Santa Catarina, os ônibus não podiam circular.

Os financiadores do golpe estão livres para fazerem o que quiser

Diante da imposição dos patrões da JBS e Seara, ambos do mesmo grupo da indústria frigorífica, a maior causadora de acidentes de trabalho e doenças já registradas no país, foi impetrado pelo sindicato, uma ação coletiva dos trabalhadores, más logo em seguida, em pleno sábado (21) a presidenta do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-12ª), desembargadora Maria de Lourdes Leiria, derrubou uma decisão que suspendia as atividades da JBS e da Seara em Forquilhinha e Nova Veneza (SC) a partir de sábado (21/3) em razão do novo coronavírus, ou seja, os golpista, bem como seus representantes, como no caso do judiciário agindo para, única e exclusivamente manter o lucro dos patrões a qualquer custo, mesmo que seja a contaminação e morte pelo contágio do coronavírus.

O TRT da 12ª região, para justificar a atitude e defender que os trabalhadores sejam abatidos, estipulou que, agora os frigoríficos segundo Maria de Lourdes não pode haver paralisação que resulte prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos.

A desembargadora destacou também que a legislação recente reforça explicitamente o caráter essencial de serviços alimentícios, ainda que em tempos de coronavírus.

Honrar os compromissos

Quando do inicio, na China da crise, por conta da epidemia do coronavírus naquele país, os donos do grupo JBS, que inclui mais de 37 indústrias, diziam que iriam aumentar a sua produção, pois haveria uma demanda maior de seus produtos para a China. Agora, como a situação requer uma maior produção, quer fazer com seus trabalhadores, o que já fazem cotidianamente, ou seja, coloca-los no moedor de carne, só que, com um aumento exponencial de operários mortos pelo coronavírus.

O TRT, não está fazendo, nada mais do que o governo golpista do fascista Bolsonaro, que quer deixar todos os trabalhadores como os principais alvos de contaminação pelo coronavírus, numa preocupação de quanto os patrões, financiadores do golpe poderão perder.

A direção da Central Única dos Trabalhadores, única entidade verdadeiramente representativa dos trabalhadores do País, precisa agir imediatamente. É urgente convocar um encontro para discutir um programa de emergência, das organizações dos explorados, diante da crise de saúde e econômica, para armar para a luta os sindicatos e outras organizações populares.

Fora Bolsonaro e eleições gerais