Justiça do Pará se recusar a receber Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para discutir a prisão do padre Amaro

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Após a prisão do padre José Amaro Lopes de Sousa, conhecido por padre Amaro, sem nenhuma prova e apenas acusações e testemunhas ligadas a latifundiários assassinos da região de Anapu, no Estado do Pará, uma diligência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) foi ao Pará para debater a prisão do religioso.

A comissão formada pelos deputados Luiz Couto (PT/PB), Nilto Tatto (PT/SP), João Daniel (PT/SE), Zé Geraldo (PT/PA) e Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) foi ao judiciário do Pará, mas nenhum desembargador se dispôs a receber a comissão para esclarecimento e discussão sobre a prisão.

O descaso dos desembargadores e da justiça do Pará não é por acaso, apesar da importância do caso e como essa prisão pode desencadear uma maior violência na região de Anapu. A decisão é uma carta branca para que os pistoleiros e latifundiários possam agir da maneira que achar necessária para atacar os movimentos de luta pela terra em todo o Pará.

O judiciário se coloca como realmente é após o golpe de Estado em 2016 realizado pela direita, representantes da burguesia e do latifúndio para perseguir os movimentos de luta pela terra e defender pistoleiros e latifundiários.