Sadismo
Para se defender dos ataques, indigenas devem se mobilizar em comitês de auto-defesa e por Fora Bolsonaro
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
SAO FRANCISCO
Povo Xokleng, em São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul. | Foto: Reprodução

A justiça capitalista, a serviço dos patrões, da burguesia e de tudo que existe de pior no mundo prepara mais um ato de sadismo: em meio ao Natal e o agravamento da coronavírus no país, com mais de 200 mil mortos, foi emitido no dia 23 de dezembro um pedido de reintegração de posse para a saída da retomada do território do povo Xokleng, que está localizada na Serra Gaúcha no município de São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul.

Decisão da Justiça contraria o STF

No inicio do mês, o povo Xokleng havia recuperado parte de seu território. A decisão que pede a saída das famílias que reivindicam o reconhecimento do seu território tradicional contraria o Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu quaisquer ações de reintegração de posse enquanto durar a pandemia e está em vigor desde o dia 6 de maio.

As famílias Xokleng iniciaram uma retomada na semana passada, em uma área da Floresta Nacional de São Francisco de Paula. O pedido para retirada das famílias foi feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e atendido pela juíza plantonista da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, Fernanda Cusin Pertile.

Povo Xokleng foi vítima de um brutal processo de colonização

Expulsos da sua terra com a chegada dos colonos europeus, eles decidiram seguir habitando o local e percorrendo a área cuja lembrança vive nas memórias e nos corpos das novas gerações. O povo Xokleng foi coagido a fugir, para sobreviver, foram ameaçados de mortes, por pistoleiros. Então hoje, mesmo em terras que são deles por direito, seguem atacados pela mesma burguesia genocida.

A retomada do povo Xokleng integra um importante movimento de retomada das terras indígenas invadidas na região Sul do país, que foi iniciada na década de 1970. Por séculos os Xokleng foram vítimas de um brutal processo de colonização que quase levou ao completo desaparecimento do povo, que tradicionalmente ocupavam os territórios que estavam localizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Devido às inúmeras invasões e violências os Xokleng foram expulsos dos seus territórios fazendo com que hoje estejam mais concentrados no estado de Santa Catarina.

Sem ilusões com a justiça golpista, indígenas devem se mobilizar em comitês de autodefesa e por Fora Bolsonaro

Os indígenas não devem ter nenhuma ilusão em instituições totalmente aparelhadas pela extrema-direita como a FUNAI, afinal de contas, estão justamente utilizando estes órgãos para aumentar os ataques contra os índios, os sem terra, a população do campo de conjunto.

Nos últimos anos, com o avanço da especulação imobiliária, o assédio contra os índios somente aumentou. O que ficou demonstrado na decisão da juíza federal favorável a reintegração de posse, mesmo o STF tendo já realizado julgamento contrário a reintegração.

Para reconhecer o território do povo Xokleng, é necessário mobilizar os índios contra a reintegração de posse promovida pela justiça golpista, organizar os comitês de autodefesa nas comunidades para reagir as investidas dos empresários e seus lacaios.

Mobilizar todas as comunidades indígenas do país, em conjunto com os outros setores populares, pela derrubada do governo Bolsonaro. Fora Bolsonaro!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas