Parasitismo financeiro
É a forma mais cruel para drenar a renda dos trabalhadores para os empresários, com o consentimento do estado burguês
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Um dos fatores essenciais de acumulação de riqueza dos capitalistas são os juros aos bancos | Foto: Change.org

O Banco Central divulgou que os juros médios do cheque especial aumentaram em setembro. No mês anterior era 112,9% e passaram para 114,2% em setembro. Já os juros do cartão de crédito diminuíram dos 310,2% no mês passado para 309,9% em setembro. Comparado com a Selic, taxa básica da economia brasileira, que está no nível mais baixo desde o início da série histórica em 1996, é considerado muito alto. É o que nos informa a matéria no jornal Uol economia.

Com juros tão altos assim, é de se perguntar por que alguém em sã consciência recorre a esses empréstimos? A resposta não é difícil. Considerando que os salários vêm perdendo poder de compra há anos ou décadas, as negociações com os patrões não garantem nem a reposição da inflação nos salários quando da renegociação do contrato de trabalho.

Por ocasião de doença em família com gastos hospitalares e de medicamentos, das pessoas ou dos animais de estimação. Reformas no imóvel que não podem ser adiadas. Desemprego ou subemprego, renegociação de dívidas atrasadas. Para fazer a mudança de imóvel. Pagar aluguéis em atraso; Contas de água, luz, telefone e gás em atraso.

Tem inúmeras situações que levam as pessoas a contratarem empréstimos a juros exorbitantes como esse. E todas têm como base que a renda não é suficiente para garantir que possam viver com um mínimo de dignidade humana. Por trás da contratação desses empréstimos estão a fome, a miséria, a falta de atendimento médico público, as péssimas condições de vida que a população tem.

Essa é a condição de vida da classe trabalhadora. Em contraposição está o grau de riqueza da classe exploradora dos trabalhadores, os empresários, com uma soma exorbitante de renda. Os 10% mais ricos da população têm a mesma renda que os restantes 90%.

O trabalhador sabe de antemão que ao recorrer ao empréstimo nos bancos, pagará três vezes o valor que pediu emprestado, isso se conseguir pagar em dia as prestações. Se atrasar os juros serão ainda piores. Sabem que os bancos são agiotas oficializados pelo estado burguês. Por que será que toda a sociedade julga que os juros são demasiadamente altos e ninguém faz nada para que essa prática termine? A resposta está no interesse de classes. Os capitalistas tudo podem, os trabalhadores nada podem, além de produzir a riqueza dos empresários capitalistas e sendo espancado quando reclama.

Como os bancos não produzem riqueza, eles se apropriam da que é produzida no processo de produção de mercadorias nas indústrias. Eles a adquirem através dos juros, exorbitantes ou não, e transferem a renda já minguada dos trabalhadores para os já muito ricos empresários, com autorização legal do estado capitalista e burguês.

O Estado, representante dos interesses da burguesia, recorre a empréstimos nos mesmos bancos, para investirem no desenvolvimento da economia, e não na melhoria das condições de vida do povo que são os trabalhadores.

Terá que pagar os juros e amortizações que foram  tomados de empréstimo. Com essa política chegamos a situação onde o estado gasta metade do que arrecada de impostos, no pagamento da dívida, que é pública, e que serve ao setor privado empresarial. E onde encontramos justiça nisso? Em nenhum lugar, justiça é apenas retórica, algo para inglês ver, como se diz popularmente.

O sistema financeiro é a mais acabada forma de exploração capitalista, a essência do imperialismo. Como todo sistema financeiro está interligado a nível mundial, vemos a drenagem de renda dos países para esse sistema. Quer pelas formas econômicas estabelecidas, quer pelas não legais, como por exemplo guardar todo dinheiro do tráfico de entorpecentes, e outras atividades igualmente ilegais que ocorrem na sociedade. Por isso é que são os donos do mundo, derrubam governos, promovem guerras, e tantas atrocidades em nome de se manterem como classe dominante.

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