Juros disparam na Argentina e podem “contagiar” o Brasil

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Banco Central da Argentina (BCRA) elevou a taxa de juros três vezes, na última semana para tentar conter os estragos causados pela forte desvalorização do peso argentino. Foram 12,75 pontos percentuais de alta, elevando a taxa de 27,25% a 40% ao ano na sexta-feira, dia 4. Fazendo um paralelo com o cenário brasileiro, a taxa básica de juros oficial, Selic, está em 6,5% ao ano.

A pressão cambial é uma combinação especialmente de dois fatores: o aumento dos juros nos Estados Unidos e os desequilíbrios macroeconômicos do país vizinho, que se intensificaram com a posse do governo direitista, totalmente servil aos interesses dos governo norte-americano na América Latina. Esses procedimentos estão sendo usados a pretexto de evitar um elevado défice da balança corrente ou uma bolha imobiliária, como na crise de 2008.

A principal consequência dessa política de juros altos é desestimular o investimento, o que, por sua vez, reduz a aumento da capacidade produtiva, aumenta a taxa de desemprego, a economia não cresce e cria-se um círculo vicioso: a baixa oferta provoca mais inflação, que faz os juros subirem mais, que inibe novos investimentos, o que, ao final, leva a taxas de investimento mais baixas.

Assim como a Argentina, o Brasil está vulnerável aos efeitos da alta dos juros americanos sobre o câmbio — tanto que o real também passa por um processo de desvalorização, o real também se desvalorizou nesse período, 7,8%, contra 10% da moeda Argentina, assim como as moedas da maioria dos países emergentes, os Brics por exemplo.

O aumento dos Juros da economia norte-americana, acontece depois de um grande hiato, Desde a crise financeira de 2008, Estados Unidos e União Europeia vinham mantendo as taxas básicas de juros baixas para tentar estimular a recuperação de suas economias, o aumento de consumo e de investimentos.

Os ditos emergentes se beneficiaram desse cenário, que trouxe investimento estrangeiro para o mercado financeiro e para o setor produtivo, destes países, o ciclo, contudo, mostra sinais de esgotamento.

Pois sempre que os juros sobem no EUA – fazendo com que a remuneração desses títulos seja mais alta -, há um estímulo para que a capital saia de mercados mais arriscados, como os emergentes, em direção aos Estados Unidos.

Se de fato formos fazer uma análise do que acontece em nosso país, temos que levar em consideração o que esta acontecendo fora dele, a economia capitalista nesta louca ciranda insana por lucros, esta a beira do caos, por isso o golpe de estado, no Brasil e grande parte de países mundo a fora, para garantir mercado, para tubarões capitalistas.