Após cinco anos de refugiamento na embaixada do Equador em Londres, o jornalista australiano Julian Assange teve a cidadania equatoriana concedida na última quinta-feira (11). No sentido de que possa ter seus direitos exercidos visto as arbitrariedades e perseguição que vêm sofrendo desde o vazamento de informações do governo norte-americano por meio de seu portal,  Wikileaks. 

Dito pela chanceler do Equador, María Fernanda Espinosa, a decisão pela naturalização do jornalista se alinha ao fato de que a proteção internacional se fortalece, ao passo que Julian adquire os mesmos direitos de um equatoriano em situação de imigração. O governo do Equador ainda se posiciona pela defesa de Julian Assange, afirma está buscando uma solução justa para sua situação no Reino Unido, sabendo que desde 2012 quando se refugiou na embaixada do Equador em Londres temia ser deportado para os Estados Unidos.

O fato é que Assange antes já respondia por outras divergências e com isso permaneceu exilado, justamente pelo fato de que poderia ser preso, esse risco se devia a quando não compareceu à corte de Westminster quando fora intimado em 2012, período que chegou a embaixada do Equador.

Em seu portal foram vazadas as mais diversas informações confidencias correspondentes denunciando as ações do governo norte-americano, é evidente que a grande potência do imperialismo mundial responderia com força e iria se articular numa perseguição direta ao jornalista. As informações foram desde arbitrariedades cometidas durante as guerras do Iraque e do Afeganistão, e sem contar pela mais escancarada atividade feita em grande escala pelo EUA a famigerada espionagem.

 

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