Censura e ditadura
Imperialismo norte-americano está em vias de colocar as mãos em Julio Assange, jornalista que denunciou para o mundo os crimes dos EUA
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Se Assange for levado aos EUA, o jornalista corre sérios riscos de vida. | Reuters
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Se Assange for levado aos EUA, o jornalista corre sérios riscos de vida. | Reuters

No dia de hoje dá-se inicio ao julgamento de Julian Assange, que poderá ser extraditado aos Estados Unidos como punição por ter revelado inúmeros crimes de guerra praticados por esse país imperialista.

O acervo divulgado pelo fundador do WikiLeaks, inclui uma série de denúncias que expuseram para todo o mundo a brutalidade práticada pelo imperialismo, como também a perseguição política aos opositores do regime, e as estratégias utilizadas para promover golpes de Estado.

No Brasil, o jornalista ficou conhecido ainda em 2015 por revelar que os Estados Unidos grampearam o telefone da então presidenta Dilma Rousseff, promovendo uma rede de espionagem que serviu de base para o golpe de Estado, concluído um ano depois.

Ainda sobre o país latino-americano, Assange em 2017 declarou que este é o país da América Latina mais vigiado pelo imperialismo.

Ele é acusado nos Estados Unidos por ter divulgado informações confidenciais ainda em 2010, chocando-se com a Lei de Segurança Nacional, que revelaram crimes contra a humanidade promovidos pelo país nas guerras do Iraque e Afeganistão, bem como na prisão de Gantánamo.

Após se refugiar por quase uma década, Julian Assange está sendo julgado por uma audiência judicial após a petição dos EUA para extraditar o ativista digital. Toda as denúncias feitas pelo jornalista nos últimos anos, sobre a enorme vigilância e maus tratos sofridos na embaixada no Equador, depois do golpe naquele País e nas prisões inglesas, são sintomas de que este julgamento promovido será uma enorme farsa.

A polêmica em torno de sua extradição é mundial. Para o imperialismo, a volta de Asssange aos Estados Unidos é uma vitória da burguesia norte-americana, que poderá enfim prender e amordaçar o jornalista pelo resto de sua vida. Contudo, este é um caso tão evidentemente ditatorial e censurador, que até mesmo o relator especial sobre tortura na ONU, Nils Melzer, declarou que o “caso Assange é um enorme escândalo. Se ele for condenado, será sentença de morte para a liberdade de imprensa”.

Suas fortes declarações revelam a situação. A prisão é de Assange é mais um crime ditatorial promovido pelo imperialismo, e sua consumação será mais uma vitória para o fascismo.

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